“São Paulo sem dinheiro, tem que aumentar as passagens”

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Quem paga a conta? Sempre, sem exceção, são os trabalhadores, com carga sempre maior sobre os mais pobres. Os donos do meio de produção, os que comandam o Estado, os que controlam o dinheiro, jamais pagam a conta. Esse é o espírito do Capitalismo.

Diz hoje a Folha de S. Paulo: “São Paulo sem dinheiro, tem que aumentar as passagens”. Quem paga passagem? O trabalhador, os mais pobres. Ricos não usam transporte público no Brasil. A maior cidade do país, com seu prefeito turista, não tem dinheiro, dizem os atuais administradores. Há dinheiro para destruir ciclovias, há dinheiro para destruir parques, há dinheiro para o prefeito viajar, mas não há dinheiro para manter as passagens, já caras, congeladas.

Quem paga, insistimos, é o trabalhador. É ele que paga mais imposto, é ele que garante que o Estado funcione, mas é o que menos pode usufruir dos serviços oferecidos pelo Estado. Nesse momento, o prefeito do PSDB, o partido que rouba merenda e proíbe crianças de repetir o lanche na escola, que rouba dinheiro do metrô, que fez sumir bilhões destinados a despoluir o Tietê, rio que jamais será recuperado pelos Tucanos, partido que fez São Paulo enfrentar racionamento de água enquanto pagava dividendos estratosféricos para os acionistas e executivos da Sabesp, esse partido que faz desaparecer o dinheiro da cidade de São Paulo e faz o que sempre fez: vai roubar da carteira dos pobres, dos trabalhadores.

O trabalhador precisa, cada vez mais, compreender que ele é o que sustenta essa máquina e que ele é que pode fazê-la parar. Não pode o trabalhador continuar pagando essa conta. Não falta dinheiro, essa é a desculpa habitual para justificar o assalto.

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