Privatização da Casa da Moeda é ameça à soberania do país

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O golpe de Estado em marcha no Brasil é, em sua essência, um ataque ao povo brasileiro em todos os sentidos. No decorrer de um ano, podemos perceber quais eram os objetivos dos golpistas que tiraram a presidente eleita democraticamente por 54 milhões de votos, Dilma Rousseff: destruir as leis trabalhistas que dão o mínimo de segurança aos trabalhadores diante de seus patrões parasitas (que pretendem aumentar a exploração para potencializar seus lucros, como ficou bem claro com a reforma da Previdência e a aprovação da terceirização); instaurar uma ditadura repressiva de aparência democrática (evidenciado pelas práticas arbitrárias da operação fascista Lava-Jato, a reforma política e o aumento de repressão bélica contra os trabalhadores do campo e das periferias); e, junto a tudo isso, vender os recursos econômicos do povo Brasileiro (com privatizações) para empresários, sem nenhum compromisso com o povo.

Os golpistas estão levando adiante uma política de continuação do governo neoliberal (inimigo da classe trabalhadora) do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), guru político dos golpistas. Além das privatizações de aeroportos e outros setores importantes do país, como universidades públicas, os golpistas estão ameaçando de privatizar os principais movimentadores da economia brasileira: Petrobrás, Eletrobras e a Casa da Moeda.

A Casa da Moeda do Brasil (CMB) foi incluída na lista do Governo Federal de empreendimentos que precisam ser privatizados. A privatização da Casa da Moeda, que consegue produzir 2,6 Bi de cédulas e 4 Bi de moedas (muito dinheiro!), escancara a política dos golpistas de submissão ao imperialismo – que financiou o golpe. A mídia golpista afirma que, por conta dos baixos lucros líquidos da CMB, ela deveria ser privatizada.

Isso demonstra o caráter reacionário dos golpistas. Mesmo que a CMB só trouxesse prejuízos, ele deveria ser mantida pelo Estado através de subsídios e uma economia planejada para superar sua crise, e não ser vendida para um empresário, cujo o único objetivo é sugar o máximo possível do setor, sem se preocupar com os demais, assim como um parasita. Um país que não imprime seu próprio dinheiro, não controla sua economia. Aliás, o empresário pode muito bem começar a imprimir e emitir dinheiro ilegalmente, isto é: com a privatização, o tráfico de dinheiro será muito mais facilitado; o empresariado, por ser uma classe que busca o lucro, é essencialmente uma classe corrupta. A diferença é que a corrupção dos poderosos é encobrida pelo Estado, que usa a corrupção apenas para perseguir algumas divergências políticas (da esquerda, ou de setores da burguesia que têm algum interesse contraditório com outro setor da mesma classe).

A esquerda deve se posicionar contra a ofensiva da burguesia imperialista que pretende colocar a economia do país refém de algum empresário parasita. Medidas como essas não são novidade: no Iraque, depois do golpe imperialista, que invadiu e destruiu o país (com uma guerra genocida) para implantar um governo fantoche, que se aliasse com seus interesses, a Casa da Moeda foi vendida. Assim, a economia do país ficou refém de indivíduos externos (financiadores do golpe), cuja única preocupação com o Iraque é saber de que maneira irão implantar sua política de terra arrasada. O mesmo está se reproduzindo no Brasil. A privatização da CMB é mais uma ameaça à soberania do país!

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