Golpistas da ECT convoca representantes dos trabalhadores para primeira rodada de negociações

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A direção golpista da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) enviou ofício à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) a fim de inciar no dia de hoje (12-09) as negociações da campanha salarial deste ano.

Os trabalhadores dos Correios tem data base no mês de agosto, ou seja, as negociações da campanha salarial já estão atrasadas em 42 dias, devido diversas manobras dos golpistas.

A direção golpista da ECT em conluio com o TST (Tribunal Superior do Trabalho), estão tentando arrastar essas negociações até meados do mês de novembro, período inicial da vigência da nova legislação trabalhista dos golpistas, que foi modificada pela famigerada “reforma” trabalhista.

Para conseguir levar a campanha até novembro, os golpistas da ECT e do TST contam com a colaboração dos capachos sindicalistas da Findect (“federação fantasma”), criada pela direção da ECT nos 90 para dividir a categoria, que agora a sua frente os sindicalistas do PMDB de Bauru e os traidores do PCdoB dos sindicatos de SP e RJ.

Para que os trabalhadores possam conseguir unificar a categoria contra os prováveis ataques que a direção da ECT vai apresentar nas negociações deste ano, os representantes dos trabalhadores tem o dever de exigir a retirada dos sindicalistas da federação fantasma da mesa de negociações, até porque essa federação patronal sequer tem o registro no Ministério do Trabalho, portanto não podem negociar nacionalmente em nome dos trabalhadores.

Além disso, permitir que elementos que defendem a política dos patrões se passem por representantes de trabalhadores, só vai servir para que esses falsos representantes dos trabalhadores tenham autoridade perante a categoria de trair o movimento nos momentos decisivos da campanha, como por exemplo na hora de aprovar uma greve, manter a greve, recusar uma proposta que prejudicará a categoria etc.

Existe uma centena de casos de traições praticadas por esses sindicalistas patronais da “federação fantasma”, a última foi a de elogiar o ministro golpista do TST quando esse propôs a suspensão das negociações até 31 de dezembro, a fim de levar as negociações para o ano que vem, em plena vigência da “reforma” trabalhista.

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