Funcionário da ONU acusa Maduro de crimes contra a humanidade

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Em discurso na segunda-feira o alto-comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, afirmou que o governo de Nicolás Maduro pode ter cometido “crimes contra a humanidade” e pediu a abertura de uma investigação internacional. Trata-se da primeira manifestação crítica de um órgão da ONU em relação à atual situação na Venezuela.

Criada após a segunda guerra para entre outros fins dar legitimidade à hegemonia norte-americana, a ONU nunca sequer chegou próximo dos seus objetivos alegados que seria o de manter a paz entre as nações do mundo. Ao contrário, na maior parte das vezes serviu como cobertura para atos de agressão imperialista.

Órgãos politicamente importantes e cargos chaves são controlados pelos Estados Unidos e seus aliados e estão longe de terem uma atuação isenta e credibilidade. Quando os titulares dos órgãos não seguem o roteiro não sobrevivem neles por muito tempo. Exemplo dentro do Alto Comissariado para Direitos Humanos foi a sua titular entre 1997 e 2002, Mary Robinson que deixou o cargo sob pressão pois não seguia a cartilha imperialista.

As forças golpistas venezuelanas frustradas até o momento na árdua tarefa de derrubar o governo chavista apenas com apoio dos Estados Unidos querem levar o jogo para o campo internacional. As ameaças do Alto Comissário da ONU dias após a Venezuela anunciar que vai abandonar o dólar não podem ser levadas a conta de mera coincidência. Outros líderes perderam a vida após medidas semelhantes (Gadafi e Sadam Hussein são os exemplos mais emblemáticos). Contudo estamos vivendo tempos em que um país como a Coreia do Norte fala um tom mais alto do que os Estados Unidos e nada acontece. Improvável que a tentativa de levar Maduro a uma corte penal internacional tenha sucesso uma vez que Russia e China bloquearão a iniciativa e tudo indica que Maduro não será o Milosevic do Caribe.

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