12 de setembro de 1943 – Operação Carvalho: Mussolini é resgatado pelo Exército nazista

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Em julho de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, os Aliados invadiram a Sicília e bombardearam Roma, na Itália. Via-se, neste episódio, o prenúncio da derrota das forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

Diante desta situação, o Grande Conselho do Fascismo italiano, o órgão máximo de poder do Partido Nacional Fascista, decidiu depor Mussolini, substituindo-o pelo marechal Pietro Badoglio. O líder fascista foi, então, preso pelo Vitor Emanuel, o mesmo que o nomeou governante em 1922.

A prisão de Mussolini, no entanto, era contra os interesses da Alemanha Nazista, favorável de manter a Guerra e a Itália nela. Hitler, então, ordenou que fosse feita uma operação para resgatar Mussolini. Os alemães passaram a rastrear Mussolini, que trocava periodicamente de local de detenção. Durante a operação de resgate, o fascista estava detido no Hotel Campo Imperatore, em uma estação de esqui nas cordilheiras dos Apeninos.

Pousaram, na noite de 12 de setembro de 43, dez planadores nas montanhas, dominando, assim, os guardas.

Conta-se que, após os nazistas tomarem os operadores de rádio, o oficial nazista Skorzeny cumprimentou Mussolini com a frase “Duce, o Führer me mandou aqui para libertá-lo, sendo respondido pelo fascista “Eu sabia que meu amigo não me abandonaria”.

Após isto, Mussolini criou um governo de um falso Estado fascista que se baseava na região italiana ocupada pelos nazistas, a República Social Italiana, a qual teve duração até a captura do ditador e assassinato em abril de 45.

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