Servidores municipais vão se mobilizar pela revogação da reforma trabalhista

Compartilhar:

A confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), convoca a partir da resolução aprovada na 15ª Plenária Nacional do Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT, encerrado no dia 31 de agosto, em São Paulo. As suas 17 federações estaduais filiadas e os seus 842 sindicatos a se engajarem na Campanha Nacional pela Anulação da Reforma Trabalhista.

O objetivo da campanha é coletar mais de 1,3 milhão assinaturas, quantidade que corresponde a 1% do eleitorado brasileiro para protocolar na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), pela revogação da nova legislação trabalhista, que entra em vigor dia 11 de novembro.

Do ponto de vista da mobilização a companha é positiva, uma vez que coloca os sindicatos a se mobilizarem e articularem estratégias mesmo que limitadas para o enfrentamento contra o golpe. Mas é preciso ter a clareza que não há qualquer perspectiva que o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), por si só possa frear o desmonte dos direitos trabalhista e pior, frear o golpe no Brasil.

O golpe é contra a classe trabalhadora, e está sendo operado pelo congresso cooptado pelas forças do imperialismo e pelo presidente golpista. É preciso buscar a uma saída à esquerda e exigir a revogação não apenas do texto da “nova” reforma trabalhista, bem como de todas as medidas aprovadas pelo golpista Michel Temer e principalmente, a anulação do processo fraudulento do impeachment. A classe trabalhadora precisa reagir ao desmonte, mas a estratégia tem que unificada.

artigo Anterior

Rurais de Atalaia do Norte elegem diretoria se colocam na luta contra o golpe

Próximo artigo

11 de setembro de 2001 – Atentado das torres gêmeas: começa a campanha “antiterrorismo” do imperialismo

Leia mais

Deixe uma resposta