Prefeito golpista cancela Virada Cultural em BH

Compartilhar:

Já estamos em setembro e aparentemente a notícia sobre a Virada Cultural em Belo Horizonte parece ser negativa, pois não ha notícia. Até agora a nova Secretaria Municipal de Cultura, criada por meio da Reforma Administrativa sancionada pelo prefeito golpista Alexandre Kalil (PHS) no dia 1º de agosto, e “inaugurada” na última segunda, dia 4, diz que não há recursos financeiros, nem tempo hábil para realização do megaevento em 2017.

Em 2018, os mineiros podem aguardar o Festival Internacional de Quadrinhos – FIQ-BH em maio, e o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte – FIT-BH, em junho, mas a tradicional Virada Cultural, não vai acontecer.

Para marcar a criação da Secretaria Municipal de Cultura, extinta desde 2005, a Prefeitura de Belo Horizonte promoveu, na última segunda, dia 4, no Teatro Francisco Nunes, um encontro recheado de apresentações musicais. O evento, que foi aberto ao público, contou com a presença do prefeito golpista, que deu posse ao secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, e ao novo presidente da Fundação Municipal de Cultura, Romulo Avelar.

O secretário destacou a “diversidade cultural da cidade” e enfatizou a responsabilidade do poder público na fomentação do setor. “Já estamos nos reunindo com todos que vão conduzir esse processo, pois nossa responsabilidade é trabalhar todas as dimensões culturais de Belo Horizonte”. Segundo os golpistas estão proporcionando eventos do hip hop à cultura sinfônica, passando por todas as manifestações musicais, também teatro, cinema, manifestações tradicionais e contemporâneas.

Essa semana, como trabalhado aqui nesse diário, foi marcada pela intensa luta de trabalhadores ambulantes de Belo Horizonte-MG contra as medidas da prefeitura – nitidamente defensora somente os interesses da burguesia. Os trabalhadores tem direito à cultura pois pagam seus impostos e devem mostrar para esta burguesia que tem seus próprios interesses e que não vão conseguir simplesmente implantar à força suas políticas de cortes e de miséria. Facilmente a situação em Belo Horizonte pode evoluir para etapas cada vez mais explosivas e de grande resistência da população contra essas medidas de ataques aos direitos do povo trabalhador.

O grande porém dessa política a ser ressaltado, e como Doria implementou ano passado em São Paulo, se encontra no fato de que esses outros eventos não aglomeram milhares de pessoas como as viradas. Interessante, a única programação com caráter realmente de massas, que gera lucros para os comerciantes e podendo gerar para a prefeitura (caso tivesse interesse), os golpistas cancelaram.  Esses governantes de direita sempre demonstram seu medo da grande aglomeração da população carente cancelando eventos desse tipo, pois, a população mais carente com sua grande dificuldade econômica e falta de eventos que possam curtir, sempre lotam as Viradas Culturais por todo o Brasil. Destruir esse tradicional evento cultural dos trabalhadores é uma política tipicamente de direita golpista.

artigo Anterior

Lideranças camponesas são assassinadas no Mato Grosso

Próximo artigo

Grupo Globo usa escândalo de Geddel para atacar Lula

Leia mais

Deixe uma resposta