Acordo bianual reajusta salários dos bancários em miseross 2,75%

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Divulgado no último dia 6 de setembro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do acumulado de um ano que ficou em 1,73%. Com esse índice os bancários terão reajustado os seu salários, conforme acordo bianual que garantiu 1% para este ano, em miseráveis 2,75%.

A burocracia sindical vem anunciando que o acordo bianual fechado com os banqueiros na campanha salarial de 2016 foi uma grande conquista por ter conseguido “aumento” real para este ano de 1%. Segundo as justificativas da burocracia a “vitória” da categoria com o acordo bianual é a de que dentre 300 categorias, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), apenas 38 delas obtiveram reajustes acima da inflação entre 0,51% e 1%.

Conforme a Corrente Sindical Nacional Causa Operária e o Diário Causa Operária já vem dando um grande destaque em relação ao acordo bianual dos bancários é que não houve nenhum avanço para a categoria. A campanha salarial dos bancários no ano de 2016 teve uma das greves mais fortes e longas dos últimos anos, com a categoria toda unificada entre banco públicos e privados que paralisou dezenas de milhares de agências em todo o país e dezenas de centros administrativos e tecnológicos. A campanha acabou tendo um reajuste naquele ano de 8%, quando a inflação do mesmo ano alcançou 9,62%, e com o acordo bianual ficou garantido um reajuste acima da inflação de 1% para 2017. Vale resaltar que, com o reajuste de 8% em 2016 a categoria já naquele ano teve uma perda salarial, com 1% de reajuste para este ano não cobre nem as perdas de 2016. Neste sentido não haverá nenhum “aumento” real este ano.

Por um lado, através do índice de inflação divulgado pelo IBGE no acumulado de um ano de 1,73% revela o tamanho da recessão que se encontra o país, por outro lado revela a tradicional manipulação dos números através de vários malabarismos contábeis. Um dos mais conhecidos consiste em reduzir o peso dos produtos mais impactados pelas pressões inflacionárias e aumentá-los em outros submetidos a menor pressão. Um exemplo é o aumento sistemático no preço dos combustíveis e gás feito pelo governo golpista que afeta toda a cadeia produtiva.

A insistência dos banqueiros e do governo golpista com o acordo bianual em 2016 era clara: que não haja campanha salarial em 2017 e impor, como está acontecendo, um violento retrocesso, não apenas através do arrocho salarial, mas também com demissões em massa; no Banco do Brasil já foram mais de 9.900 demissões, Caixa Econômica 7.000 que já foram demitidos, nos bancos privados dezenas de milhares de demissões, fechamento de centenas de agências, descomissionamentos, terceirizações, etc. Além das reformas trabalhistas e previdenciária, fim da CLT, que atinge de cheio a categoria bancária

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