Perseguição a camelôs no Amapá

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Com o aumento do desemprego no País se torna maior o número de pessoas que tentam ganhar a vida no mercado informal, e a cidade de Macapá também passa por este problema, mas por lá a prefeitura está fazendo de tudo para impedir que estes sobrevivam.

É comum as prefeituras perseguirem os ambulantes, principalmente quando o prefeito é de direita como é o caso do Dória em SP, mas em Macapá o prefeito, Clécio Luís, é do partido Rede (de Marina Silva) está no segundo mandato e foi eleito na primeira gestão, pelo PSOL, em parceria com José Sarney (PMDB) e DEM.

Conforme os ambulantes e a prefeitura confirma, os mesmos foram notificados e terão que deixar os espaços públicos, se não o fizerem dentro do prazo, a própria prefeitura irá expulsa-los, só poderá ficar quem se cadastrar e atender todas as normas exigidas, normas estas que muito dificilmente conseguirão se adequar.

O que ocorre na verdade é a pressão dos lojistas locais, que tem maior poder de pressionar a prefeitura a retirar os ambulantes, sob o pretexto de que esses se tornam concorrentes destes. Os grandes lojistas querem manter o monopólio do comércio e usam a prefeitura e a Polícia para impedir os camelôs de trabalharem.

Sequer há a preocupação do governo da Rede de disponibilizar locais para que os casmelô negociarem suas mercadorias, já que não conseguem pagar alugueis caros em pontos comerciais.

São os capitalistas e partidos da direita burguesa que elegeram Clécio, ex-PSOL, que mandam na cidade e preferem deixar a população passar fome, do que permitir que o espaço público seja usado para um pai ou mãe de família sustentarem os filhos.

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