Relembrar é viver, Geddel organizava coxinhatos contra corrupção em 2015

Compartilhar:

51 milhões de reais e 2,688 milhões de dólares (8,387 milhões de reais), é o valor da maior apreensão em dinheiro vivo já realizada no Brasil, em uma operação da Polícia Federal nesta última terça feira 05/09. Foram recolhidas nove malas e sete caixas de papelão lotadas de notas de 100 e 50 reais. Isso sem considerar o dinheiro que a polícia pegou e não está contabilizado.

Não, estes valores não estavam sob posse ou em qualquer lugar que possa ser ligado aos políticos perseguidos pela burguesia hipócrita brasileira, leia-se Lula, Dilma ou qualquer petista. Esses valores estavam em um apartamento de Salvador, chamado pela PF de “bunker”, onde o ex-ministro e um dos principais aliados e ex-assessores do golpista Michel Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB), armazenaria recursos ilícitos.

Batizada de Tesouro Perdido, a operação desta terça-feira foi uma continuação da Operação Cui Bono, que resultou na prisão de Geddel em julho, suspeito de facilitar o crédito na Caixa Econômica Federal (CEF) para empresas em troca de pagamento de propina.

Considerado um dos articuladores do golpe contra o governo de Dilma, e portanto um dos responsáveis por colocar no poder um governo ilegítimo e sem voto, Geddel Vieira Lima é símbolo do golpe que destituiu Dilma e que em seu curso inflamou as ruas dos Brasil com as manifestações verde amarela em 2015, os coxinhatos contra a corrupção.

Foram diversos os políticos flagrados vestidos a caráter em coxinhatos, como Eduardo Cunha e sua família por exemplo. Mas Geddel, à época, ganhou visibilidade durante um destes atos contra a corrupção e contra o governo petista em agosto de 2015, em Salvador, pelo discurso que realizou.

O ex-ministro Pmdebista junto com aliados do DEM foi um dos responsáveis pela organização dos coxinhatos em Salvador. Na ocasião, durante um coxinhato o ex-assessor de Temer ressaltou que saiu às ruas para se manifestar porque “ninguém aguenta mais tanto roubo” e criticou o assalto aos cofres públicos: “o que essas manifestações no Brasil inteiro refletem é um sentimento de basta da população para o governo Dilma, vim dizer que basta, que chega. Não se suporta mais um governo tão incompetente, incapaz de unificar o país, incapaz de nos tirar dessa crise econômica que faz o assalariado tenha o seu salário comido pela inflação. E dizer que chega, ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso deixou de ser corrupção, isso é roubo. É assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”. O cacique ainda se apropriou do famoso discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua eleição de 2002 e acompanhado de gritos de fora Dilma e fora PT disse: “a esperança venceu o medo, temos que trazer de volta para o Brasil as esperanças que estão sendo roubadas. A vida, como a política, é feita de símbolos. A primeira presidente eleita que não pode fazer um pronunciamento no Dia da Mulher por medo de fazerem panelaço… não tem mais condições. As pessoas têm o direito de voltar a ter esperança que essa gente nos tirou”.

Onde estão neste momento, os coxinhas que bateram suas panelas, vestiram o verde e amarelo e que, inflamados por discursos escancaradamente hipócritas e demagogos como este realizado por Geddel e inúmeros outros políticos, exigiam o fim da corrupção?

Estes idólatras de Sérgio Moro ou de qualquer político e celebridade que nos coxinhatos de 2015 discursavam em carros de som nas principais cidades brasileiras, não passaram de fantoches néscios, inocentes úteis criados com o apoio irrestrito da imprensa golpista e a serviço da burguesia e do golpe imperialista.

Estes são cúmplices do golpe que destituiu uma presidenta eleita legitimamente, são cúmplices de politiqueiros bandidos como Geddel, que assaltaram o poder e que desde a consumação do golpe vem destruindo direitos, vendendo e leiloando riquezas e patrimômio brasileiro comprometendo a soberania do país.

artigo Anterior

Quem é o juiz que julgará Lula no caso Delcídio?

Próximo artigo

Comitês convocam II Ato Nacional pela Anulação do Impeachment

Leia mais

Deixe uma resposta