Golpistas venezuelanos iniciam nova ofensiva no exterior

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Estrela ascendente da oposição golpista venezuelana, Freddy Guevara, do Partido Vontade Popular, iniciou um giro pela Europa em busca de apoio para a desestabilização e derrubada do governo venezuelano. No último dia 4 foi recebido pelo Presidente Emmanuel Macron quebrando uma tradição de discrição do governo francês.

Na Espanha, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Julio Borges, encontrou-se com o chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, que lhe garantiu que “seguirá promovendo na União Europeia medidas restritivas individuais e seletivas contra os responsáveis pela repressão em seu país”.

Também Lilian Tintori, esposa do oposicionista Leopoldo López, afirmou que teria encontros com os líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Espanha. Curiosamente ao ser detida no aeroporto de Caracas estava se preparando para embarcar num voo com destino à Cidade do Panamá.

Improvável que a visita de Freddy Guevara à França traga algum aumento de apoio europeu ao golpe em andamento. A finalidade certamente é mais publicidade para o movimento golpista na desacreditada imprensa europeia e publicidade interna para o novo líder. Um apoio do “jovial” Macron sem dúvida renderá dividendos dentro de uma faixa do público venezuelano.

Na contramão do prevalente na imprensa europeia o jornal alternativo francês “Le Grand Soir” publica interessante matéria sobre a guerra de propaganda na Venezuela e sua repercussão na Europa. https://www.legrandsoir.info/mensonges-mediatiques-contre-france-insoumise-partie-i-maduro-a-ferme-49-medias.html

Como sempre ocorre nos golpes de Estado latino-americanos o apoio externo é decisivo. É sabido que o imperialismo europeu não tem problemas quanto a colaborar para a remoção de governos quando isso possa lhe favorecer contudo em relação à América Latina costumam agir com mais discrição do que os americanos o que faz com que o recebimento pelo presidente francês de uma figura abertamente golpista seja uma novidade. O que fica em dúvida é se isso significa um rebaixamento do status político da América Latina no mundo ou um se é um sinal da decadência da diplomacia francesa.

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