A reforma trabalhista não conta com o apoio nem da justiça

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A reforma trabalhista não conta com o apoio nem da justiça, como é o caso da ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Delaíde Arantes, que fez duras críticas a reforma no Congresso Nacional dos Institutos dos Advogados Brasileiros, em João Pessoa (PB).

Para ilustrar sua intervenção, a ministra apresentou dados, entre eles o fato da reforma modificar 96 dispositivos da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), e que a situação dos trabalhadores brasileiros já não era nada confortável, visto que 71,9% dos 100 milhões de trabalhadores ganham menos de dois salários mínimos, que ainda temos 3 milhões de crianças e adolescentes no mercado de trabalho e que 167 mil ainda estão em condições semelhantes a escravidão.

A reforma retira direitos históricos, como o direito a um mês de férias ininterrupto, uma hora de almoço; libera para jornada de trabalho de 12 horas e o pior, extingue os sindicatos, deixando os trabalhadores sozinhos nas futuras negociações.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) já começou a campanha para anular a reforma trabalhista, e os trabalhadores devem lutar para que, não só a reforma, mas todo o golpe seja derrotado nas ruas.

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