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Saiba o que está acontecendo na Venezuela: Entrevista exclusiva do Cônsul-Geral à Causa Operaria TV - Diário Causa Operária Online

Saiba o que está acontecendo na Venezuela: Entrevista exclusiva do Cônsul-Geral à Causa Operaria TV

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A Causa Operária TV entrevistou nesta última segunda-feira (4), o Cônsul-Geral da Venezuela, Faustino Torella Ambrosini, trazendo aos brasileiros uma oportunidade única de conhecer a real situação da Venezuela a partir de um olhar completamente diferente daquele que a imprensa golpista vem martelando na cabeça de todos, buscando confundir as massas e até mesmo encontrar apoio em favor de setores da esquerda para os crimes que o imperialismo vêm impondo ao povo venezuelano.

Sabotagem Econômica 

“Quando você quer desestabilizar um país, você começa afetando e impactando o tema econômico.”

O Cônsul-geral inicia tratando da sabotagem econômica de que a Venezuela vem sendo vítima, e que tem a mesma finalidade que foi aplicada no Brasil: desestabilizar o país como um todo para impôr um golpe.

Esta sabotagem ocorre principalmente pela via do desabastecimento voluntário da população e de ações golpistas para desvalorização artificial da moeda boliviana. O Cônsul explica que, se pelo câmbio oficial um dólar vale em torno de 600 bolívares, no mercado negro, um dólar está em torno dos 3.000 bolívares.

Trata-se de uma situação artificial, criada pelos planos imperialistas, e que afeta diretamente a economia venezuelana, que acaba sendo dolarizada diante da grande necessidade de importação dos mais diversos produtos.

Além disto, há o desabastecimento do mercado forçado por boicotes de setores da oposição. O Cônsul, traz como exemplo a compra de medicamentos, que é subsidiada pelo governo venezuelano através da venda direta de dólares a empresários do setor, no câmbio oficial, para que possam adquirir estes produtos a preços mais realistas. O governo descobriu que havia empresários que, além de não comprarem medicamentos, o que gerava o desabastecimento, estavam vendendo estes dolares no câmbio negro, para obter lucros altíssimos com a diferença brutal do câmbio.

E isto sem esquecer daqueles que, mesmo tendo os produtos, “os escondiam para gerar um clima de impotência, Estado falido, ingovernabilidade, para assim poderem derrubar o presidente da República”, conforme denunciou o Cônsul.

Ação terrorista da Oposição

“Queimaram 29 venezuelanos porque pensaram que eram chavistas. Os prenderam jogaram gasolina e atearam fogo.”

O Cônsul denuncia também a contínua e criminosa ação terrorista dos fascistas do MUD, a chamada “Mesa da Unidade Democrática”. Dentre as táticas deste grupo está a contratação de criminosos comuns para fecharem as ruas, colocando-se em barricadas armadas a fim de impedirem qualquer trânsito de pessoas ou veículos. São os chamados “guarimbeiros” que inclusive aproveitam estas ações para extorquir quem insiste em passar por suas barreiras, roubando dinheiro ou celulares, por exemplo, conforme aconteceu até mesmo com um vizinho do Cônsul que precisava de todo modo chegar ao hospital devido a uma emergência médica.

“As manifestações pacíficas são permitidas, mas você não pode fechar uma rua e disparar uma arma contra um policial ou um guarda nacional. Você não pode parar em frente a um comando da guarda nacional e disparar uma bazuca.”

O MUD é financiado com dinheiro do imperialismo, que entra no país até mesmo através de ONGs, e que é utilizado até na compra de drogas, igual a utilizada pelos homens-bomba do ISIS, que são utilizadas para facilitar a ação extremamente violenta dos guarimbeiros.

“Em alguns atos em que pudemos evitar um derramamento de sangue, encontramos armamentos que vieram de Israel, que vieram dos EUA e que vieram da Colômbia. Granadas, principalmente.”

Tudo obviamente com um objetivo único: gerar um clima de caos e de violência para dar um golpe no Presidente Maduro, já que pela via eleitoral eles sabem que jamais vão ganhar.

E isto, mesmo havendo eleições limpas, apesar de toda propaganda golpista que afirma o contrário. O Cônsul prova de forma muito tranquila a idoneidade do processo eleitoral, lembrando que os chavistas inclusive não conseguiram eleger a maioria da Assembleia Nacional, que é o Congresso da Venezuela. Se as eleições não fossem realmente disputadas, não teriam sido perdidas.

Mas a intenção golpista na Venezuela é declarada direta e publicamente. De fato, quando a oposição tomou posse na Assembleia Nacional, declararam sem qualquer receio que o objetivo era “derrubar Maduro em seis meses”, conforme afirmou o Cônsul. Ou seja, a oposição que a propaganda imperialista diz ser democrática, na verdade, afirma com todas as letras que tem a intenção de destituir um presidente eleito diretamente pelo povo da Venezuela.

Constituinte, a busca de um povo pela paz 

Mas o Cônsul alerta que a violência não está ocorrendo em toda a Venezuela: “Onde estão ocorrendo os atos violentos? Nos municípios onde vivem e está radicada a burguesia e a elite de direita venezuelana”. E isto porque o povo venezuelano quer mesmo é paz. Conforme descreve o Cônsul, a prova de que o povo quer paz foi a enorme adesão ao processo constituinte, onde foram às urnas mais de 8 milhões de pessoas, inclusive não chavistas. Todos querem paz, soluções a partir do diálogo, uma saída civilizada em torno de um novo marco constitucional.

O processo constituinte foi necessário, e foi chamado estritamente dentro dos ditames da Constituição Venezuelana vigente, afirma o Cônsul, diante da impunidade dos guarimbeiros, que é permitida pela cumplicidade golpista do Ministério Público e pela Justiça venezuelanas, que claramente desejam o colapso da sociedade daquele país.

A constituinte foi chamada para evitar uma guerra civil e não como medida de força. O Cônsul informa que há, na Assembleia Constituinte, até mesmo uma comissão de trabalho para desenvolvimento de uma economia pós-petroleira na Venezuela, que estuda meios para que o país produza os alimentos, remédios e outros produtos de primeira necessidade, a ponto de vencer a dependência de mercados externos. Trata-se de medida de soberania e independência, conforme alerta o Cônsul, e que é o único meio de controle de inflação, atualmente sob o impacto direto das flutuações e sabotagens do câmbio manipulado pelos golpistas.

Guerra na imprensa

“Todos os dias há de três a quatro notas saindo em todos os países contra a Venezuela. Mesmo que nestes países estejam acontecendo coisas piores, o que importa é falar mal da Venezuela.”

Ao ser perguntado acerca das críticas que o governo venezuelano vem sofrendo do golpista Michel Temer, o Cônsul mostrou toda a sua correção diplomática ao afirmar que não pode manifestar-se diretamente sobre as ações do governo brasileiro, o que representaria uma ingerência. Entretanto, denunciou a contínua guerra de desinformação levada a efeito pela imprensa imperialista e golpista em diversos países da América Latina e também nos EUA, com o objetivo de satanizar  “o governo revolucionário da Venezuela, a revolução bolivariana, e ao presidente Nicolas Maduro”, da mesma forma como aconteceu em outros países da América Latina.

Os verdadeiros interesses imperialistas

“Os  EUA não fizeram guerra na Líbia ou no Iraque pela democracia. O que está acontecendo na Líbia, Iraque, Afeganistão, Síria? Puro terror.”

O Cônsul também deixou bastante claro o que já deveria ser óbvio ao menos para a esquerda brasileira, que é o fato de que os EUA não estão nem um pouco interessados em democracia, nem na Venezuela, nem em lugar nenhum do mundo. Conforme esclarece, o tema é outro: A Venezuela é a maior reserva de petróleo do mundo, a segunda maior de ouro, terceira de gás, é uma das cinco maiores reservas de Coltan, além de diamante, ferro, bauxita e até mesmo água, também abundante em suas florestas úmidas.

Além disto, a Venezuela possui uma localização privilegiada em termos geográficos, muito próxima ao canal do Panamá, da América do Norte e da Europa. Este fato, como se sabe, derruba por exemplo os altíssimos custos e riscos no transporte do petróleo, em comparação com o produto vindo do oriente médio.

Tudo isto, conforme afirma o Cônsul, gera a necessidade de se colocar no poder um fantoche dos EUA, a fim aplicar um pacote neoliberal que jamais será aplicado por um governo chavista.

A Exxo Mobil, por exemplo, que foi expulsa da Venezuela já que estava roubando o país em sua extração de petróleo, conforme esclarece o Cônsul, possui atualmente dois de seus mais antigos e influentes diretores dentro da Casa Branca, e tudo em um momento em que a OPEP prevê que, em 2018, haverá uma demanda mundial de 97 milhões de barris por dia. Comparando-se esta demanda com a produção atual, em que a Rússia – maior produtor – dá conta de 12 milhões de barris/dia e a Arábia Saudita – segundo maior – de 10,5 milhões, o que mostra a enorme urgência do imperialismo em obter o restante de sua demanda, fato este que está certamente por trás de todos os golpes levados avante no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Filas e imigrantes 

“Se há filas é porque têm dinheiro. Porque senão não compravam nada.”

Por fim, esclarecendo alguns pontos preferidos pela imprensa golpista, o Cônsul rebate a ideia de que filas em supermercados ou imigrantes venezuelanos no Brasil sejam mesmo mostras de alguma grave crise humanitária.

Quanto às filas, o Cônsul foi direto: “Se há filas é porque têm dinheiro. Porque senão não compravam nada” e lembra que quando se veem filas nos EUA, como na blackfriday, por exemplo, não se fala em crise humanitária, muito ao contrário, esclarecendo que as crises de abastecimento que foram geradas pelos boicotes golpistas foram controladas.

Além disto, afirma que a migração é um fenômeno natural na região, não só de pessoas saindo da Venezuela atrás de melhores condições para seu projeto de vida, como também de pessoas ingressando naquele país, como os mais de 6 milhões de colombianos que atualmente encontram residência na Venezuela.

O Cônsul lembra também que a ida de venezuelanos ao Brasil é algo bastante semelhante ao que ocorre com os mexicanos que tentam ingressar nos EUA, e ninguém considera isto com fruto de uma explosão social no México.

Lembra, por exemplo, que a economia venezuelana também sofre pela queda abrupta do preço de seu principal produto, o petróleo, cujo barril estava caiu de 120 dólares para US$ 25,00, diante da crise mundial, o que naturalmente leva pessoas a tentarem a vida em países amigos e com mais recursos como o Brasil.

Em resumo, o que se observa é que a situação venezuelana é claríssima: um país riquíssimo sendo atacado pelo imperialismo, de forma criminosa e terrorista, verdadeiros piratas predadores de todos os povos da Terra, cuja finalidade única é saciar sua inesgotável fome por nossos recursos naturais, não através de uma compra civilizada, ainda que nos marcos de um capitalismo selvagem, mas sim pelo simples saque e extorsão, nem que a custo de levar toda uma população à miséria extrema e à morte.

Diante dos fatos, nada mais claro do que a política a ser adotada: total apoio à Venezuela contra o golpe imperialista!

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