Campinas aprova escola sem partido de esquerda

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Em uma sessão tumultuada, a Câmara dos Vereadores de Campinas (SP) aprovou, nesta segunda-feira (4), em 1ª votação por 24 votos favoráveis e cinco contrários, o projeto de lei “Escola sem Partido”, do vereador Tenente Santini (PSD), que prevê que professores não podem fazer propaganda político em sala de aula nem incentivar a participação de alunos em manifestações, entre outras restrições à liberdade de expressão e de cátedra.

O texto, aprovado em 1ª votação, aponta uma série de diretrizes as quais o professor deverá seguir em sala de aula que – de fato – visam proibir o professor de se manifestar politicamente, com posições contrárias ao do regime vigente ou mesmo estimular a reflexão e o espirit crítico entre os alunos , sob pensa de que isso seja interpretado pelo regime de “inquisição” que se pretende criar como sendo uma “aproveitamento da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas…” ou um “constrangimento do aluno…em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas”.

A censura visa também evitar que o docente estimule “seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas”,  o que – nos termos da lei semelhante às da época da ditadura poderá ser considerado uma “incitação”.

Ao educador restará o silêncio e até mesmo o culto à ignorância uma vez que deverá “respeitar o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções”, memo que para isso tenha que contrariar o conhecimento, o desenvolvimento do intelecto e a necessidade de combater o obscurantismo.

O projeto contém essas e outras aberrações, visa estabelecer censura e  o terror entre professores e alunos; buscando que os professores minimamente progressistas sejam “enquadrados” pela escola sem partido de esquerda.

Na mesma Câmara, seguia tramitando na Câmara, um outro projeto, o “Escola sem Censura”, de autoria da vereadora Mariana Conti (Psol), que prevê a liberdade de opinião, pluralismo de ideias, que foi arquivado.

A luta no parlamento se mostra inócua frente aos golpistas e o avança da extrema-direita fascista, a luta para derrotar todas essas aberrações se processa na luta contra o golpe de estado, que só pode ser vitoriosa por meio de mobilizações massivas dos trabalhadores e da juventude.

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