Missão impossível: imprensa quer disfarçar o caráter golpista do filme da Lava Jato

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O diretor de cinema Marcelo Antunez, a “mente brilhante” por trás de filmes como “Até que a sorte nos separes 3” e outros do gênero foi a pessoa destacada pelos golpistas para levar adiante a empreitada de reconstituir a operação criminosa popularizada como Lava Jato. De certo que não foi escolhido por acaso.

Concebido para enaltecer a ditadura do Judiciário e o levante das elites brasileiras, contrárias a qualquer investimento público que não as favoreça diretamente, o filme, que tem como herói a Polícia Federal e o Mussolini de Maringá, Sérgio Moro, é anunciado como uma produção livre de quaisquer incentivos culturais captados por editais públicos. Os R$ 16 milhões necessários à sua produção foram financiados por um grupo de ricos anônimos. De certo que o diretor Marcelo anuiu com essas condições.

Concordou em fantasiar que o filme não se trata de uma propaganda direitista mal feita – a julgar pelas avaliações e críticas negativas conferidas pelos próprios veículos da grande imprensa – mas sim da capitalização de um fato que o diretor considera “uma boa história”. Tanto o diretor Marcelo quanto o produtor Tomislav Blazic garantem que o filme não é uma propaganda direitista, nem antipetista. Marcelo chega a afirmar que é votou no PT e no PC do B e fecha seu argumento corroborando o golpismo de Luciana Genro: “Quem roubou, tem de pagar.”

Para reforçar o ar de isento do filme, Blazic diz que a função principal do filme é dar retorno financeiro aos investidores anônimos. Contudo, tais argumentos não enganam ninguém. O espírito que os guia é a mesma desfaçatez que levou João Doria Jr. (PSDB) a justificar o financiamento pessoal de sua campanha e a doação de seus salários como prefeito com o argumento de que faz tudo pelo bem da cidade, enquanto a vende aos seus amigos empresários.

A tentativa absurda de desvincular o filme, que retrata o ex-presidente Lula como um gangster e os policiais federais como homens idealistas e patrióticos, do panorama político, nada mais é do que um misto de medo da enorme rejeição do público e da busca por ampliar sua aceitação.

O filme, aliás, consta da lista dos filmes brasileiros indicados ao Oscar, apresentada pelo Ministério da Cultura do governo golpista na última sexta-feira (1º).

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