“Escola Sem Partido” vai à Câmara em Campinas

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Valendo-se da situação criada com o golpe de estado, no ano passado, os golpistas levantaram o projeto, em Campinas, da “escola sem partido”, que tem como o seu principal objetivo evitar os professores de se expressarem, impondo a censura com o argumento de que eles poderiam estar “doutrinando ideologicamente” os alunos.

O projeto foi rejeitado amplamente em todo o País, por professores e alunos e sendo deixado de lado por até agora, chegando ao ministro do STF, Luis Roberto Barroso dizer que não era uma proposta constitucional.

Mas mesmo com Agora o vereador Tenente Santini (PSD) propôs a Câmara Legislativa de Campinas(SP), um projeto que os professores não poderão falar suas opiniões pessoais política, religiosas e morais. Além disso, não poderá ser estimulada as discussões sobre a opressão da mulher e do negro e nem estimular os estudantes a participarem de manifestações de cunho político.

O projeto foi votado nesta segunda-feira e a Câmara esperava receber cerca de 250 pessoas, estava sendo esperada lotação máxima para a votação do projeto. Os vereadores que fazem parte da bancada da bíblia, composta por membros de igrejas Católicas e Evangélicas são os que tem mais apoiam o projeto de lei.

A “escola sem partido” é um grande ataque aos professores porque é uma clara tentativa de se expressarem e em alguns casos simplesmente falarem a verdade sobre aquilo que estão dando aula, sob ameaça de serem demitidos.

Os golpistas querem censurar os professores e o povo em geral e estabelecer uma verdadeira ditadura no país. Isso deve ser evitado por meio de uma ampla mobilização de estudantes, pais e educadores, em Campinas e em todo o País.

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