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Ir às fábricas e bairros, contras as “reformas” e a prisão de Lula e pela anulação do impeachment - Diário Causa Operária Online

Ir às fábricas e bairros, contras as “reformas” e a prisão de Lula e pela anulação do impeachment

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Um dos piores vícios da esquerda pequeno burguesa é basear suas “análises” nos “estudos”, “pesquisas” e “análises” apresentados pela burguesia, principalmente por meio de sua imprensa burguesa.

Assim, era comum vermos no período preparatório do golpe de Estado, que depôs a presidenta da República, Dilma Rousseff, setores da esquerda anunciando que não era possível (ou era difícil) defender seu governo dos ataques da direita pró-imperialista, porque – supostamente – tal governo seria ampla, geral e irrestritamente repudiado pela imensa maioria da população, tal como anunciava a imprensa golpista que convocava a sair às ruas pelo “fora Dilma”.

Derrubado o governo eleito pela maioria da população, mesmo com a revolta crescente contra os ataques do governo golpista, mesmo com recordes de desemprego, queda nos salários e entrega em larga escala da economia nacional,  essa mesma imprensa – e da mesma forma a esquerda que a acompanha – resolveu decretar que não seria possível continuar mobilizando contra o golpe, pois, supostamente, não haveria interesse em lutar contra o governo e, menos ainda, em defender a volta do governo legitimamente eleito por mais de 54,5 milhões de votos; o que significaria – de certa forma – que a maioria das pessoas pensaria como PSTU e assemelhados, para quem FHC, Lula, Temer, Dilma… é tudo a mesma coisa.

Contrariando essa “lógica”, sem pé nem cabeça, a maior organização dos explorados do País, a CUT, expressando as tendências reais existentes entre os trabalhadores e nas suas organizações de luta (4 mil sindicatos estão filiados à Central)  – ainda que com enormes limitações da etapa atual de refluxo e da sua direção burocrática estabelecida em um período de predomínio da política de colaboração de classes -, adotou em seu recente congresso um conjunto de resoluções que se situam bem à esquerda daquilo que foi feito e decidido pela quase totalidade das organizações populares e da esquerda do País.

Enquanto setores da esquerda, sinalizam em atos e palavras no sentido da “unidade” com setores da burguesia golpista, como a aliança com Ciro Gomes, do PDT, e Rodrigo Maia, do DEM, praticada pelo PCdoB; ou a defesa da operação lava jato, feita por setores do PSOL; e até na “unidade” com o imperialismo, como no caso do PSTU e sua “internacional” que se alia ao lado do imperialismo no chamado à derrubar o governo de Maduro, na Venezuela; a CUT adotou em seu Congresso Extraordinário um conjunto de propostas que – independentemente da orientação mais ou menos conciliadora de setores de sua direção – apontam em direção à mobilização dos trabalhadores com uma política independente dos golpistas e do imperialismo.

Denunciando que os objetivos da direita e do imperialismo são os mesmos na Venezuela e no Brasil, a CUT decidiu apoiar o povo venezuelano e a assembleia nacional constituinte convocada pelo governo Maduro, contra o golpe que a direita procura impor para intensificar a miséria e roubar as riquezas nacionais daquele país irmão e de toda a América Latina.

O encontro também tomou uma posição concreta sobre o avanço do golpe no Brasil decidindo mobilizar contra a condenação e a prisão de Lula, organizando caravanas para Curitiba, no próximo dia 13 de setembro, quando o ex-presidente está intimado a comparecer diante do juizeco golpista Sérgio Moro, para responder por acusações, sem provas, com as quais os golpistas pretendem leva-lo à prisão por muitos anos; de imediato, afasta-lo das eleições presidenciais e, principalmente, impor uma derrota ao conjunto da classe trabalhadora, quem tem em Lula, sua maior liderança. Isso aponta na direção de repetir a importante mobilização de maio passado, quando dezenas de milhares de pessoas se manifestaram na capital paranaense contra a ditadura golpista do judiciário e a ameaça de prisão do ex-presidente.

Rejeitando a política da esquerda que quer “virar a página do golpe” ou até mesmo de seus setores alienados para quem não houve golpe, o Concut deliberou apoiar a Ação Popular pela anulação do impeachment, como parte da luta contra o golpe, reforçando a mobilização em curso para conquistar centenas de milhares assinaturas reivindicando do STF que anule o ato ilegal de depor a presidenta sem que tivesse cometido nenhum tipo de crime.

Enquanto setores minoritários da esquerda apenas acompanham a fórmula do donos do golpe do “fora Temer”, apoiando o afastamento do atual presidente e sua substituição por um novo governo golpista com maior capacidade de atacar os trabalhadores e realizar as “reformas” almejadas pelo grande capital internacional, a CUT se posicionou unanimemente a favor de mobilizar contra o golpe. Dentre os presentes ao congresso, mais de 95% assinaram a Ação, cujo potencial de mobilização se evidencia das dezenas de milhares de assinaturas já colhidas, mesmo antes dessa decisão, que reforça a campanha.

Em uma das decisões, consideradas mais importantes pela própria direção da CUT, desde antes do Congresso, foi decidido realizar uma campanha nas bases das categorias pela revogação da contrareforma trabalhista que pôs fim à CLT, por meio de uma campanha nos locais de trabalho para colher dois milhões de assinaturas em um projeto de iniciativa popular; tendo como meta conquistar a assinatura de – pelo menos – metade dos associados de cada sindicato cutista.

Embora tomada de forma isolada, separada das demais, essa proposta possa ser usada como um mecanismo de busca da “unidade” com os setores que não querem lutar contra o golpe, mas que desejam aparecer que estão contra certas medidas dos golpistas, até mesmo como os pelegos da Força Sindical que defendem o “diálogo com Temer”, mas querem algumas mudanças na “reforma” da CLT; essa decisão, articulada com as demais deliberações (apoio à Venezuela, mobilização contra a prisão de Lula e pela anulação do impeachment) pode servir de ferramenta para uma aproximação das imensas bases sindicais da CUT e de outros setores, de forma a levantar contra o regime golpista uma grande mobilização dos explorados que, para ser vitoriosa, precisa ser liderada pela classe operária e por suas organizações.

É necessário superar a dispersão e a confusão política disseminada pela política capituladora da esquerda pequeno burguesa e da burocracia sindical e de todos os setores que procuram disseminar ilusões de que é possível encontrar uma saída (do ponto de vista dos trabalhadores) para a situação atual, de golpe de Estado, por meio de um entendimento com setores da burguesia golpista e seus lacaios no movimento sindical, agora, ou esperando pelas eleições 2018, que sequer estão garantidas e, ocorrendo, tendem a ser dominadas de forma profundamente antidemocráticas pela direita golpista.

É preciso sair às ruas e mobilizar nas fábricas e bairros operários, bem como nas escolas e universidades, contras as “reformas” e a prisão de Lula e pela anulação do impeachment.

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