Argentina: onde está Santiago Maldonado?

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Nesta sexta-feira (1º), completa-se um mês do desaparecimento do ativista argentino da causa Mapuche, Santiago Maldonado, após ter sido preso durante um despejo de um acampamento dos indígenas no primeiro dia do mês passado. Em protesto contra o desaparecimento político, diversas organizações sociais organizaram uma manifestação na Praça de Maio, em Buenos Aires, exigindo que o governo informe o paradeiro do ativista.

Segundos relatos, o despejo do acampamento da comunidade Lof Cushamen, na província de Chubut, foi bastante violenta, com mais de 100 policiais, que dispararam projéteis letais e não letais, além de terem ateado fogo nos pertences dos acampados. O governo, no entanto, alega que como os manifestantes usavam máscaras, não haveria provas da presença de Maldonado na ocasião.

O desaparecimento de Maldonado traz novamente a discussão sobre a ditadura militar argentina e o caráter do atual governo. Durante a ditadura, mais de 30 mil pessoas desapareceram no país, o que deu origem ao movimento das Mães da Praça de Maio, que exige notícias dos desaparecidos. O atual governo argentino, do golpista Mauricio Macri, se notabilizou justamente por minimizar a importância dos crimes da Ditadura Militar, se aproximando de torturadores.

Ao governo Macri, além do primeiro desaparecido político, se soma também uma presa política, Milagro Sala, líder política que também luta pelo direito de moradia e de acesso à terra de indígenas. A nova onda de governos direitistas e pró-imperialistas toma o caráter cada vez mais claro de verdadeiras ditaduras. O governo Macri, um dos que conseguiu subir ao poder por um golpe de Estado dentro das eleições, é apenas mais um sinal disso.

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