Procuradoria da República continua perseguindo Joel Brás Pataxó

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Após Joel Brás Pataxó ser inocentado pelo Júri Popular realizado no dia 17 por provas claras que o indígena agiu em legítima defesa, pois estava prestes para ser assassinado pelo pistoleiro, a Procuradoria da República de Eunápolis (BA) recorre da decisão e o processo de perseguição política de Joel Pataxó continua.

A decisão da Procuradoria deixou todo o movimento indígenas e entidades de direitos humanos perplexos. Isso porque as provas são evidentes que a suposta vítima era um pistoleiro contratado pelos latifundiários da região, em especial dos latifundiários da Fazenda Oriente.

A perseguição da Procuradoria da República fica evidente quando analisamos a trajetória de Joel Pataxó e que ficou onze anos em prisão domiciliar nesse caso e foi inocentado em outras seis acusações, numa tentativa de anular e dificultar as ações de uma das principais lideranças do movimento indígena do país. Joel foi o responsável por iniciar um movimento de retomada das terras do povo Pataxó na Bahia em desde a década de 90.

Outras duas lideranças indígenas Pataxó estão presas por essa mesma procuradoria sob a falsa acusação homicídio, são eles, Lourisvaldo da Conceição Braz e Valtenor Silva do Nascimento, que já estão presos há alguns anos. Não resta nenhuma dúvida que a tentativa da Procuradoria de Eunápolis é de acabar com a luta pela demarcação das Terras Indígenas do Povo Pataxó na Bahia.

A perseguição contra o movimento de luta pela terra continua a todo vapor após o golpe. No Extremo Sul da Bahia, os latifundiários estão perseguindo há anos os indígenas que lutam pela demarcação das Terras Indígenas na região numa clara tentativa de impedir as demarcações.

Sempre atuam com violência, contratando pistoleiros para assassinar e intimidar lideranças indígenas. Nesse caso, a justiça atua como uma maneira “legal” de perseguir e intimidar indígenas e a luta pela demarcação, defendendo abertamente o latifúndio e poderosos da região.

É preciso denunciar o papel que cumpre a Procuradoria da República, de defender o latifúndio e perseguir os indígenas Pataxó. Esse é mais um ataque contra todo o movimento indígena do país e deve ser realizada uma defesa incondicional de Joel Brás Pataxó e uma ampla campanha pelo fim da perseguição política contra os indígenas e a imediata soltura Lourisvaldo da Conceição Braz e Valtenor Silva do Nascimento, vítimas da mesma justiça golpista.

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