Juventude da CUT debate luta contra a violência policial no Concut

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Em meio a um importante Congresso Extraordinário realizado pela CUT, entre os dias 28 e 31 de agosto em São Paulo, no qual foram aprovadas importantes resoluções como a defesa da Venezuela, a luta contra a prisão de Lula, a campanha contra as “reformas”, a greve geral e a ação popular pela anulação d impeachment, um debate que chamou a atenção neste Congresso, fruto de uma ampla discussão feita pela Juventude da CUT que definiu intensificar a luta contra os ataques dos golpistas às Universidades Federais, Estaduais e Municipais através do sucateamento para favorecer os tubarões do ensino pago, a luta contra a direita fascista e sua política de escola sem partido, etc., foi o ponto da tese em relação à questão do genocídio que acontece no país, fruto de assassinatos da população pobre, negra e jovem. Um dos pontos da tese dizia que “o Brasil é o país onde mais morre policiais e Jovens no mundo”. O 

A imprensa golpista vem dando grande destaque à questão das morte de 100 policias no Estado do Rio de Janeiro em 2017, e como todo trabalhador, pobre, jovem, negro morador da periferia sabe, tal notícia só faz aumentar a repressão. Se acontece uma morte de policial devido ao aumento da violência, consequência da miséria e a desigualdade do sistema social, é o motivo para as chacinas nos bairros da periferia promovidas por policiais a paisana, mascarados (milícias) que saem matando indiscriminadamente a população. Recentemente foi lançado um livro, escrito por um ex-policial que chama bastante atenção pelo seu conteúdo de denuncia ao modus operandi da PM.

O título do livro já chama atenção: “Como Nascem os Montros”, o autor  que mistura as suas próprias histórias às de outros colegas, o livro descreve com consistência a transformação de um jovem comum, com vagas ideias de defesa da sociedade e combate ao crime, em um criminoso fardado que usa de sua posição para matar, sequestrar, extorquir e prestar serviços à milícia. O resultado é um quadro aterrador de ataque de oficiais aos recrutas, corrupção dos batalhões e uma ácida interpretação da visão da sociedade em relação à polícia. A degradação começa na escola de formação onde os aspirantes são colocados em situações de guerra e tortura por parte dos mais velhos. No Brasil, mais de 3 mil jovens, sendo 77% negros, são assassinados por ano pela Polícia Militar (dados oficiais, outros milhares não constam desta estatísticas). O que acontece no país é um genocídio da polícia contra a população pobre e negra. A polícia é o braço armado do Estado burguês, como relata o ex-PM, é uma escola do crime, onde a “podridão” humana é instigada e fomentada pela corporação. É colocada nas ruas para massacrar a população.

O ponto da tese que faz referência às mortes de policiais foi retirado do texto, por intermédio da intervenção dos delegados do PCO e outros no Congresso, sendo acatado através de um acordo feito com a bancada da juventude chegando ao um consenso. Segundo a confusão de parte da juventude, os policiais na sua maioria são jovens, negros e trabalhadores e, por isso deve ser defendido.

Esse tipo de preposição é fruto de uma confusão que paira em setores da juventude, que luta pelos seus direitos, mas sofre as consequência a massificação das informações do monopólio imprensa capitalista e golpista e da esquerda pequeno burguesa que defende uma polícia que mais mata no mundo.

A juventude deve se mobilizar pelo fim da Polícia Militar, essa assassina do povo pobre, do negro e da juventude e uma das principais armas dos golpistas; e lutar pela criação de milícias populares controladas pelo próprio povo.

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