CUT decide: tomar Curitiba no dia 13 para lutar contra a prisão de Lula

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Os mais de 700 delegados presentes à 15a Plenária – Congresso Extraordinário da CUT, que encerrou-se nesta quinta (31), em São Paulo, aprovaram a inclusão no plano de lutas da Central a luta contra a prisão de Lula e a mobilização para Curitiba no dia 13 de setembro, quando o ex-presidente irá prestar novo depoimento ao juiz Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá, no segundo processo farsa montado pelo Ministério Público Federal, agora tendo por base a acusação de propriedade de um sítio em Atibaia pelo ex-presidente.

A aprovação pelos delegados do engajamento da maior Central da América Latina, com os seus 4 mil sindicatos e os mais de 23 milhões de trabalhadores na base, na luta contra a prisão de Lula, somado à aprovação da resolução que apoia a ação popular pela anulação do impeachment da presidenta Dilma, pode significar um passo decisivo na luta contra o golpe de estado no Brasil.

Quando levantamos o problema da defesa de Lula, não tratamos simplesmente da defesa de um líder popular diante da perseguição do judiciário brasileiro, que busca a todo custo condená-lo com uma campanha acintosamente fraudada. Também não se trata simplemente de defender apenas o direito, que o ex-presidente tem, de ser candidato nas próximas eleições. Embora ambas as premissas sejam verdadeiras, são absolutamente menores diante do significado da defesa da palavra de ordem de “não à prisão de Lula”.

O objetivo central de toda a sórdida campanha do judiciário e da venal imprensa golpista é a de garantir o avanço do golpe de Estado no Brasil. Para isso, uma condição fundamental passa por neutralizar a resistência dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda, mas, principalmente, da maior referência forjada pela classe operária brasileira em toda sua história. Por isso é que a mobilização popular em defesa de Lula é capaz de fazer girar ao contrário as engrenagens do golpe.

Como afirmou o companheiro Ricardo Machado,dirigente da CUT-DF, membro da direção nacional do PCO e delegado no Concut, “defender Lula é defender a luta a classe operária, dos sem-terra e de todos os trabalhadores, a mobilização contra as reformas trabalhista e previdenciária, enfim é a materialização da luta contra o próprio golpe”.

Finalmente, um sintoma da tendência à mobilização, é que mais de 150 delegados assinaram a emenda que propunha a mobilização à Curitiba, e que a CUT e seus sindicatos (por meio de uma ampla campanha)  disponibilize mil ônibus para levar milhares de pessoas para o protesto, que sejam produzidos milhões de boletins e cartazes; isso em apenas duas horas.

Essa disposição a ir à luta na defesa de Lula contrasta com o posicionamento equivocado de uma parcela minoritária da burocracia sindical e da esquerda que vincula a defesa de Lula ao envolvimento da CUT ao calendário eleitoral de 2018 ou que se recusava a apoiar a proposta das caravanas alegando supostas dificuldades financeiras.

Como afirmamos acima, a questão eleitoral é absolutamente secundária diante do golpe, aliás nada garante que o calendário eleitoral seja seguido. Quanto à questão financeira, o problema que se coloca é o engajamento da CUT e dos sindicatos na campanha financeira, que deve ser feita junto aos trabalhadores.

É preciso ter como meta utilizar a campanha contra a prisão de Lula e pela ocupação de Curitiba, assim como a anulação do impeachment, como eixos para derrotar o golpe e cancelar todas suas medidas e isso só é possível com uma grande mobilização popular.

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