Com o casamento mulheres são ainda mais exploradas

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A pesquisa coordenada pelo Núcleo de Estudos sobre Desigualdades e Relações de Gênero (Nuderg) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mostrou que enquanto os homens solteiros dedicam quase 13 horas semanais aos cuidados domésticos e passam a dedicar 12 quando casam, as mulheres deixam de trabalhar 19 horas em casa para trabalhar mais de 29 após o casamento.

Segundo a coordenadora do Núcleo, Clara Araújo, o resultado medido em 2016 apresenta avanço em relação a 2003, quando a pesquisa foi feita pela primeira vez. Naquele ano, as mulheres casadas dedicavam 36 horas semanais aos trabalhos domésticos, enquanto os homens dedicavam pouco mais de 11 horas.

A investida de políticas que atacam as mulheres são recorrentes do golpe de Estado. Um exemplo disso, é a reforma da Previdência, que busca igualar o tempo das mulheres com o dos homens, excluindo totalmente a dupla jornada cumprida por grande maioria delas, mas o ataque é maior ainda quando nem a desejada vaga de emprego conseguem adquirir.

A mulher é atacada de todas as maneiras, é explorada fora e dentro do lar. Por isso, a questão da mulher se dá pela luta de classes, em conjunto com os demais trabalhadores, na luta pela mobilização e organização das mesmas, de maneira independente, para intervir nas questões práticas que as atingem.

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