A hipocrisia da imprensa capitalista ao tratar os atentados: assista COTV

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No último atentado ocorrido na Europa, em Barcelona, o que se vê na imprensa internacional são organismos e governos se solidarizando e chorando as mortes ocorridas nas ruas. Esses atentados não podem ser vistos de maneira unilateral, independente do que consideramos como método de luta, a oportunidade de realizar um atentado, dos alvos que são escolhidos. Eles são uma resposta a uma barbárie que ocorre de uma maneira muito superior pelos países imperialistas no oriente médio.

Enquanto a esquerda pequeno-burguesa chora os atentados em Barcelona, eles se esquecem de chorar pelos alvos atingidos pelos bombardeiros que liquidam países inteiros que ocorrem todos os dias. Ao mesmo tempo do atentado de Barcelona a Arábia Saudita no Oriente Médio estava bombardeando cidades no Iêmen que matou um número ainda maior de civis e ninguém chorou por eles.  A aviação Norte Americana bombardeou Raka, no Egito onde morrem pessoas como moscas.

Devemos demonstrar a hipocrisia de organizações que denunciam os atentados árabes nos países europeus mas não levam em consideração o fato de que ocorrem atentados infinitamente superiores em número de mortos e que ninguém fica sabendo, populações são massacradas sistematicamente, têm seus territórios destruídos e esses não têm o direito de responder. Se os países imperialistas estão no país dos outros: Iêmen, Líbia, Arabia Saudita, ou no Líbano massacrando palestinos na faixa de gaza, a coisa mais natural é que exista alguma resposta a esses genocídios. Quem pode condenar por retaliação? A população europeia torna-se alvo dessa retaliação, representam um inimigo a ser combatido.

O genocídio imperialista no OM é na faixa dos milhões, são países estrangeiros invadindo a casa dos outros que destroem hospitais, escolas, bairros inteiros. Isso precisa ser denunciado.

É um cinismo hipócrita o apoio a uma política genocida que leva ao extermínio de uma população inteira.

No atentado de Barcelona o cidadão pega um automóvel – uma forma primitiva de ação militar – para responder a carnificina no Oriente Médio. Então a imprensa capitalista procura apresentar que esse pessoal é louco, que são fanáticos religiosos, que ninguém sabe porque eles estão fazendo isso, como se fosse um surto de loucura. Não é isso. Eles estão sendo esmagados pela intervenção imperialista nos países o Oriente Médio. Quando alguém levanta a cabeça para defender os povos árabes, recebem ameaças também como aconteceu com o Irã por defender os Palestinos e são permanentemente ameaçados.

O PSTU acusa de atentados bárbaros, porém o que é bárbaro é a matança provocada pelo imperialismo dito democrático, que nos últimos 10 ou 15 anos matou aproximadamente 3 milhões de pessoas. Isso precisa ser explicado.

Os métodos de luta da resistência francesa na ocupação alemã eram parecidos com esses, porem mais sofisticados. Eles explodiram restaurantes onde os oficiais alemães frequentavam. Eles mataram gente no meio da rua, no metro, explodiram estradas de ferro e nunca ninguém disse que isso foi errado. Verifica-se no hino da França que chama para a defesa da sua pátria “toma sua dinamite e vai lá”. O imperialismo francês pode?

Então se tivermos um julgamento moral e não politico e não de classe  para esses conflitos, nós vamos acabar do lado do imperialismo que faz a propaganda que sua atividade é ética, democrática e humanista e isso é tudo mentira.

Venha ouvir e assistir à análise política no próximo sábado dia 02/09/2017 as 11:30 para entender o que diz a imprensa capitalista e compreender a história do ponto de vista que importa para a classe operária.

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