Há um ano da queda de Dilma, as lições do golpe de Estado

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Hoje, dia 31 de agosto, faz um ano do afastamento definitivo da presidenta eleita Dilma Rousseff, um ano de golpe. Resultado de uma ofensiva que teve início pelo menos quatro anos antes, no julgamento do Mensalão, o golpe de Estado atingiu sua etapa mais importante quando o Senado golpista decidiu de uma vez por todas que Dilma deveria ser derrubada.

Talvez sejam duas as principais lições que devem ser tiradas desses 12 meses. A primeira é que em apenas um ano é possível ver a olho nu o objetivos da direita ao dar o golpe. A devastação causada no País pela política dos golpistas, em um período tão curto de tempo, é de dar inveja ao mais poderoso furacão que passa devastando as cidades. Não cabe aqui a lista de medidas que foram tomadas por Temer e seus aliados, mas apenas para lembrar das reformas trabalhista e da Previdência e agora a privatização de quase todos os ramos da economia nacional.

A segunda lição diz respeito ao futuro do golpe. Até a queda definitiva de Dilma, uma boa parte das organizações populares e de esquerda sequer percebiam a possibilidade do golpe, apesar de todos os indícios. Para ser mais exato, ainda hoje uma parte da esquerda faz questão de negar o golpe, apoiando por consequência a política dos golpistas. Ao fechar os olhos para o perigo do golpe de Estado, cegueira que é resultado principalmente da ilusão democrática e parlamentar da esquerda pequeno-burguesa.

Embora nesse momento seja difícil negar o golpe, essa cegueira continua a ser um problema. A esquerda e as organizações populares demoram a reagir à altura. Se antes não havia perigo de Dilma ser derrubada, agora o golpe é apenas a queda de Dilma, não um plano de ataques profundos preparado pela direita e o imperialismo contra o povo. O poder de destruição dos golpistas em apenas um ano deveria servir como uma comprovação de que o golpe foi dado para colocar em marcha um ataque sem precedentes aos povo brasileiro.

Por tudo isso, um ano depois da derrubada de Dilma pelo Congresso Nacional, a luta central continua, ainda com mais intensidade, sendo a luta contra o golpe e pela derrubada de todos os golpistas. É preciso lutar pela anulação do impeachment, mas também lutando contra a prisão de Lula e pelo fim da Lava Jato.

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