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De vítima a criminosa: mulheres autorizadas ao aborto são impedidas - Diário Causa Operária Online

De vítima a criminosa: mulheres autorizadas ao aborto são impedidas

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Com o  aprofundamento do golpe e o avanço da extrema direita em todo o Brasil, fica cada vez mais difícil a vida das minorias, perseguição e encarceramento em massa dos negros,  a ditadura patriarcal escancarada contra as mulheres, seja nos locais de trabalho, nas universidades e em suas casa, violência domestica, agressão e morte, violação dos direitos e estupro  sempre recorrente na vida das mulheres , a cada minuto muitas estão sendo abusadas, violentadas e mortas tornando-se apenas estatísticas em estudos e pesquisa.

E mesmo os direito já a  elas concedidos são sistematicamente, questionados, suprimidos e por fim perdidos , como  o direito de interrupção de gravidez gerada por estupro.

Acontece que a mulher enfrenta uma verdadeira batalha quando decide interromper essa gravidez  resultante de estupro, ou seja, nem mesmo a violência pela qual passou a autoria de fato e ter domínio sobre seu corpo, a ter a decisão sobre sua vida. O que vivem é uma realidade muito diferente do que supostamente diz a lei.   “Em casos de estupro, basta a decisão da mulher para que se tenha acesso ao aborto no Brasil. Segundo uma norma técnica do Ministério da Saúde, o hospital não pode exigir nenhuma autorização judicial, boletim de ocorrência ou exame de corpo de delito para realizar o aborto. Além dos casos de estupro, a lei autoriza o aborto quando a mãe corre risco de vida na gestação ou quando está grávida de anencefálico”.

Seja por falta de vontade da equipe técnica em oferecer o conhecimento para a gravida, ou  por preconceito mesmo, seja por moralismo que nada tem a ver com saúde , o caso é que a mulher sempre esbarra na desconfiança e no julgamento alheio quando decide fazer o aborto.

O número de  casos em que as mulheres conseguem contar com esse direito, em relação ao número de estupros é ínfimo, em 2016, por exemplo, foram feitos dois abortos legais  e 443 estupros registrados.

Por medo, vergonha e até mesmo por questões familiares e religiosas as mulheres acabam por não procurar o serviço público de saúde a que têm direito e mantem a gravidez indesejada, ou acabam por se submeter a métodos ilegais e perigosos para a sua vida em clinicas clandestinas ou uso de remédios inadequados.

As mulheres que vão a busca de ajuda  encontram entidades  que as convencem a manter a gravidez, não levando em consideração as questões sociais e psíquicas das vitimas, ao invés acabam por colaborar com a cultura de estupro fazendo da vitima uma criminosa por querer “matar” uma vida inocente. “De cada 10 mulheres que nos procuram querendo abortar, oito desistem e seguem a gravidez. “Dessas oito, uma encaminha para adoção e as outras sete ficam com o filho”, conta Ana Ariel, coordenadora de uma  ONG em Campinas.

A vitima de estupro, ao engravidar passa automaticamente de pessoas, mulher, a mãe e ser mãe é ser “sagrada”, foi escolha divina que esta mulher agora esteja carregando um feto, ainda que de um homem que a violentou. O criminoso não é pai, porém a vitima, se torna criminosa por querer recorrer ao direito já previsto em lei .

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