Mulheres são as mais prejudicadas pela continuidade da revista vexatória nos presídios paulistas

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A revista vexatória realizada nas penitenciárias de São Paulo ainda é uma triste realidade para os familiares da população que se encontra sob o cárcere. Apesar da lei 15.552 de 2014 que proíbe a revista íntima dos visitantes nos estabelecimentos prisionais de São Paulo, essa prática vem sendo utilizada sistematicamente, a fim de humilhar também as famílias dos sentenciados. O Estado burguês não trata apenas o preso de forma humilhante, esse tratamento feito pelos agentes se estende para toda sua família, sob a orientação e vigilância do governo golpista que não cumpre a lei.

Como sempre, as mais prejudicadas são as mulheres, as visitantes são obrigadas a tirar a roupa e a fazer uma sequência de agachamentos, com o objetivo de verificar se carregam dentro do corpo objetos ilícitos. Milhares de mães, filhas, irmãs e esposas de pessoas presas são obrigadas a se despir, agachar três vezes e abrir com as mãos o ânus e a vagina para que funcionários do Estado possam realizar a revista. Idosas e crianças também são submetidas a essas humilhações e muitas não denunciam por medo de seu familiar detido sofrer retaliações por parte do sistema penitenciário. Alguns poucos presídios foram orientados a abolir a revista vexatória, resguardando assim os visitantes de tirar a roupa e fazer os agachamentos, mas muita gente foi barrada ao passar vestida por detectores de metal, e o contato com os presos não é autorizado.

Segundo a lei, fica determinado também que todo visitante será submetido à revista mecânica, por meio da utilização de equipamentos capazes de garantir segurança ao estabelecimento prisional, tais como: scanners corporais, detectores de metais e outras tecnologias que preservem a integridade física, psicológica e moral do visitante. O governo fascista de Geraldo Alckmin, em sua campanha para oprimir e constranger a população pobre, justifica a não compra de tais equipamentos por seu alto valor de mercado, preferindo assim continuar humilhando as visitas dos sentenciados. O governo golpista do Estado de São Paulo impõe à família do preso também uma dura pena. Para o fascista Alckmin, as visitas dos presos também devem sofrer, em especial as mulheres e crianças.

As revistas cruéis e desumanas podem ser vistas como verdadeiros estupros perpetrados pelo Estado. O que ocorre durante as visitas é a transferência para a família, uma espécie de punição compartilhada, fato que não importa ao Judiciário burguês, que não dá o mínimo valor para essa violação de direito. Afinal, a política a ser seguida pelos golpistas é trazer sofrimento para toda a população pobre. 

A prática de revista vexatória deve ser abolida do sistema penitenciário, assim como todo o sistema, pois é claro que o Estado burguês procura, com a manutenção dos presídios, reprimir e controlar toda a população. Para os golpistas, não adianta existirem leis que garantam um mínimo de dignidade humana, isso não vale de nada, para esse governo fascista a violação de direitos humanos deve ser diária.

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