Estupro coletivo, uma prática da direita

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Em cinco anos, mais do que dobrou o número de registros de estupros coletivos no país, com base nos atendimentos feitos por hospitais que atenderam as vítimas.

Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos pela Folha de S.Paulo apontam que as notificações pularam de 1.570 em 2011 para 3.526, em 2016. São em média dez casos de estupro coletivo por dia.

Os números são os primeiros a captar a evolução desse tipo de violência sexual no país. Na polícia, os registros do crime praticado por mais de um agressor não são contabilizados em separado dos demais casos de estupro.

A evolução desses casos de estupro ocorre devido ao golpe de Estado e o avanço da extrema-direita que acha que a mulher é um mero objeto do homem que deve ser subjugada, explorada e estuprada.

Por isso, a luta pela emancipação e pela justiça para as mulheres é a luta contra a direita, o fascismo e o golpe de Estado no Brasil. Nesse sentido, todas as mulheres devem se organizar a partir das ruas para lutar contra os instigadores de estupro, como Bolsonaro e seus “capangas”; a luta no parlamento só vai favorecer a própria direita, que manda e governa o país e o próprio Poder Judiciário.

Com o aprofundamento do golpe, a mulher será sua maior e uma das primeiras vítimas. A única forma de garantir os direitos das mulheres é derrotar o golpe, anular o impeachment e devolver o mandato da primeira mulher eleita. Derrotar nas ruas, pela força, esse setor reacionário é parte fundamental da luta das mulheres.

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