PSTU e sua política golpista ao gosto do imperialismo

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A crise econômica e política levou a burguesia mundial para um endurecimento politico, adotando posições contra-revolucionárias, promovendo abertamente a derrubada de governos nacionalistas ou de centro-esquerda, como no Egito, Ucrânia, Paraguai, Honduras e Brasil.

Os acontecimentos mais recentes na Venezuela indicam claramente mais uma vez que é essa a tendência geral do imperialismo mundial: provocar crises para estabelecer governos pró- imperialistas.

Em todas essas ocasiões a Liga Internacional dos Trabalhadores- LIT , a “internacional” do PSTU tem adotado sem vacilações uma postura de apoio a derrubada dos governos de esquerda, em nome de um suposto “ purismo revolucionário” e que o “ povo está nas ruas.

Assim, no Egito, festejaram a queda do governo da Irmandade Muçulmana, apresentando o golpe militar como uma “ revolução popular”. No Brasil, fizeram uma frente com a direita pela derrubada do governo Dilma. Sendo o exemplo mais contundente e mais grotesco dessa política pró-golpe da direita é o caso ucraniano, uma vez que os “ revolucionários” morenistas constituíram um bloco com forças da extrema-direita, confessadamente Nazistas.

Apesar dessa política insana do PSTU/LIT ter levado ao completamente desmembramento do partido e da sua “ internacional” , o artigo Onde vai a Venezuela?(http://www.pstu.org.br/aonde-vai-a-venezuela/# ) assinado pela LIT indica que independente dos desdobramentos da crise venezuelana, as posições ultraesquerdistas pró-imperialista são um caminho sem volta.

Senão vejamos, para o PSTU/LIT a responsabilidade das tentativas de golpe da direita é quase inteiramente do próprio governo Maduro. Assim, o principal inimigo a ser combatido não é o MUD nem as forças imperialistas, mas os chavistas e os “ governistas”, apresentados como um governo da “boliburguesia” , um termo inventado pela LIT para justificar a política sectária de combater o governo Maduro, em nome do combate a burguesia bolivariana.

Deixando de lado as bravatas ‘ esquerdistas” do texto, a resposta a pergunta chave (item IX – Um programa para o país) é esclarecedora do lado tomado pela LIT, para os morenista o programa deve começar pelo Fora Maduro!

Em seguida, é apresentada a tática de “ luta” para conseguir esse feito, “Por uma greve geral organizada pela base para derrubar o governo e esse regime. Por um “venezuelaço” que unifique todas as lutas contra Maduro! “

Além disso, as criticas superficiais ao MUD não escondem que nome da luta contra a “ditadura” chavista, é advogado pelo PSTU/LIT, exatamente o que o imperialismo exige, ou seja o cancelamento da Constituinte eleita democraticamente e a realização de “Eleições gerais imediatamente!” ou seja rasgando até mesmo a constituição em vigor, derrubando o governo eleito pelo voto popular.

O PSTU/LIT ainda tem o disparate de atacar qualquer um que se coloca contra o imperialismo. Lutar contra o golpe da direita e enfrentar o imperialismo na visão dos morenistas é um “crime politico”. “O apoio criminoso da maioria da esquerda reformista ao golpe de Maduro.”(site PSTU)

Para os morenistas a realidade tem um sentido invertido, assim no Brasil, a derrubada do governo de Dilma Rousself “ não foi golpe” , e a emergência do governo usurpador constituído por partidos burgueses imperialistas como DEM e PSDB, derrotados nas eleições faz parte das “regras do jogo da democracia burguesa”.

Entretanto, quando o governo nacionalista de Maduro evita o golpe da direita, e as massas Venezuela impedem a derrubada do governo eleito, neste caso segundo o PSTU/LIT é um “ golpe”, sendo inclusive mais que isso, temos a constituição de uma “ ditadura” . Qualquer semelhança com as declarações do Pentágono não é mera semelhança.

“O reformismo e o centrismo se cansaram de denunciar os “golpes parlamentares ou militares” contra os governos de frente popular e nacionalistas burgueses quando eles não existiam. Agora que existe um golpe, mas dado pelo chavismo, eles assumem sua defesa.” ( site do PSTU)

Interessante notar, que até mesmo as mentiras contadas pela oposição de direita burguesa na Venezuela, e propagadas pela imprensa venal imperialista para justificar uma possível intervenção militar é difundida pelos morenistas “Os reformistas e centristas que apoiam o golpe são cúmplices dos assassinatos de mais de 100 pessoas e das prisões de mais de 500. (..)São cúmplices de uma ditadura capitalista, dando a ela uma cobertura “de esquerda”. Trata-se de um crime político.” (site do PSTU)

Uma primeira questão elementar que mostra a total subserviência dos morenistas ao imperialismo, é que não há questionamentos sobre a veracidade dos números de mortos e feridos apresentados pelos setores da oposição de direita. Além disso, não é sequer abordado que entre os mortos, estão chavistas. Inclusive, a pratica dos grupos pró- direita é trucidar os apoiadores do governo Maduro, inclusive com militantes chavistas sendo incendiados vivos, fato esse que é completamente silenciado pelo imperialismo, e evidentemente pelo seu papagaio morenista.

De qualquer forma, precisamos reconhecer que os morenistas do PSTU/LIT são como se diz popularmente “ Lisos”. Aperfeiçoaram os truques e as milongas morenistas ao máximo. Assim, quando são pegos em pleno delito político ( ou praticando um crime politico) como no caso de apoiar os golpes da direita, não somente não reconhecem tal feito, como passam a denunciar quem sofreu o golpe de ser golpista.
Para esconder o seu lamentável crime político de apoiar a força mais contra-revolucionário do planeta Terra, ou seja o imperialismo, passam de maneira cínica a acusar todo mundo da esquerda de ser “cúmplices” de uma ditadura”. Mas esse já é um tema para o ursinho morenista, que melhor ilustra a farsa que é o morenismo, que prefere ser cúmplice dos “bondosos e democráticos imperialistas” na luta santa contra os “malvados e ditadores chavistas”

Uma outra questão relevante, o PSTU propõe não o “Fora todos” na Venezuela, mas a “unidade de todos” pelo “Fora Maduro”, ou seja “pela mais ampla unidade de ação contra a ditadura de Maduro!”
Fazer uma ” ampla unidade” contra um governo nacionalista, nada mais é do que uma profunda capitulação a direita venezuelana e ao imperialismo.

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