Bastardos Inglórios, ou como lidar com nazistas

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Um filme espetacular de Quentin Tarantino pode dar uma dica de como devem ser tratados os nazistas, supremacistas brancos, os integrantes da Ku Klux Klan, ou a direita golpista brasileira.

É o Bastardos Inglórios (claro, para uma coluna de Negros, Django Livre cairia bem também), lançado em 2009, onde é contada a história de um grupo de soldados (The Bastards) que estão incubidos de, cada um deles, conseguir 100 escalpes de nazistas.

A sensação de ver nazistas ardendo em chamas, sendo escalpelados, torturados e metralhados é maravilhosa e você se sente bem com aquela vingança. E agora, o filme parece querer se repetir na vida real.

As últimas manifestações da direita norte-americana demonstraram que ela não tem a menor vontade de “dialogar”, igual a direita brasileira, que, sem voto, puxou o tapete de Dilma Rousseff, sem se preocupar com a reação que essa medida poderia ter. Quer acabar com os direitos elementares dos trabalhadores e destruir os direitos democráticos.

Os direitistas americanos, por exemplo, tiveram a capacidade de acelerar um carro por cima de uma manifestação anti-fascista, matando uma mulher. Já fizeram isso aqui no Brasil, na Paulista, e em diversas oportunidades nos protestos de sem-terra nas BRs do país. A extrema direita não quer saber de leis, de democracia, ela quer se impor pela força, custe o que custar.

Aí a reação tende a ser fora da lei mesmo, o que é totalmente legítimo. Porque já não se pode mais tratar com as instituições da burguesia, com o regime controlado pela direita e por golpistas.

Quando o golpista Temer colocou o Exército em Brasília para reprimir as manifestações, era disso que se tratava. Ele sabe que o povo vai reagir, fora da lei, se preciso for. Vai reagir como o próprio governo golpista está agindo.

Assim, diante da crise, a direita norte-americana, suas organizações, estão tentando fazer dos EUA “branco de novo”, no Brasil querem fazer um país apenas para os brancos ricos. As propostas deles, americanos, importadas pelos nossos “coxinhas”, defendem, em último caso, o aumento da repressão contra o povo, o encarceramento em massa, a opressão total do negro e do trabalhador.

A direita aposta, se apresenta com a maior truculência possível, grita, baba e rosna. Defende a pena de morte, dá banho frio em mendigo, derruba e toca fogo em barraco com gente dentro, corta leite das crianças. Lincha um menino negro e amarra no poste.

Eles controlam os órgãos de segurança do Estado, na expectativa de contar com eles diante de uma reação. Essa reação, a cada dia que passa, se faz mais necessária. Se será com escalpes, não sabemos, mas certamente será violenta. O movimento negro e as organizações dos trabalhadores precisam estar preparados para isso.

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