Resultado da eleição do Postalis comprova controle da ECT sobre o Fundo

Compartilhar:

Entre os dias 27 de julho a 07 de agosto deste ano realizaram-se as as eleições dos representantes dos trabalhadores aos órgãos diretivos e consultivos do Postalis (Fundo de Pensão complementar dos trabalhadores dos Correios).

A eleição se destinava a escolher um “representante dos trabalhadores” para a Diretoria de Benefícios do Instituto, dois representantes no Conselho Deliberativo e uma vaga no Conselho Fiscal.

A eleição do Postalis organizada pela direção da ECT é excludente, exigindo condições que eliminam a maioria dos trabalhadores dos Correios, como por exemplo, que o candidato tenha ter curso superior.

Também é feita de forma on line, com voto pela internet, cujo controle é feita por empresa que a própria direção dos Correios comanda.

Além disso, várias vezes essas eleições são canceladas via judicial, conseguindo realizar essas eleições na segunda ou terceira tentativa.

Com tanto indício de fraude, e com o histórico de fundo perdido que o Postalis conseguiu devido à roubalheira que se encontra, a eleição é desacredita pela categoria.

Por isso, nessas eleições apenas cerca 14 mil trabalhadores participantes do Fundo votaram, ou seja, 11% dos trabalhadores habilitados a votar nas eleições, um número medíocre.

 

Setores patronais (Findect e ADCAP) entram na Diretoria de Benefícios

 

O cargo mais importante em disputa nessa “eleição”, sem dúvida nenhuma era o de Diretor de Benefícios da entidade, pois se trata de um cargo de direção, onde o ocupante do cargo recebe salário no nível da diretoria dos Correios, acima de 20 mil reais por mês.

Nessa eleição esse cargo foi dado ao sindicalista da “federação fantasma” (Findect), Marcos Sant´Aguida, conhecido pela categoria por ter assinados vários acordos coletivos contra os trabalhadores, inclusive quebrando as greves fortes que havia no Rio de janeiro no final dos anos 90 e inicio o século.

A candidatura de Marcos Sant´Aguida era uma junção da Findect com a ADCAP (Associação dos Administradores Postais), ou seja, a chapa dos chefes.Mesmo assim, essa candidatura teria obtido apenas 3120 votos, cerca de 2% dos participantes do Postalis, de acordo com os resultados “apurados” pela empresa (que não merecem qualquer credibilidade).

Na verdade um “representante” que não representa ninguém, a não ser uma parcela dos chefes dos correios.

Com a eleição de Marcos Sant´Aguida para diretoria de benefícios do Postalis, a direção da ECT se fortalece na diretoria, pois na eleição passada o ex-presidente da ADCAP, Luiz Alberto Menezes Barreto, com apoio da direção do Sintect-MG, elegeu-se a Diretor Administrativo Financeiro da entidade.

Agora são dois falsos representantes dos trabalhadores,  da ADCAP e da federação fantasma, juntos na diretoria do Postalis.

 

Os demais cargos são para limpar o trabalho sujo da diretoria do Instituto

 

Também se “elegeram” nessa eleição desmoralizada do Postalis, duas chapas de conselheiros deliberativos, a primeira formada pelo candidato Edgard de Aguiar Cordeiro e seu suplente Nilton França Soares que obtiveram 5.166 votos, e a segunda chapa das sindicalistas do PT Amanda Gomes Corcino, mais conhecida na categoria como  “Amanda Marmitex” e sua suplente Suzy Cristiny da Costa cuja chapa obteve 4.053 votos.

Para Conselho Fiscal a chapa vencedora foi à chapa encabeçada pelo candidato Mauricio Fortes Garcia Lorenzo e seu suplente Fabio Geraldo Oliveira com 4.121 votos.

Tanto no conselho deliberativo, quanto no conselho fiscal, a direção da ECT tende a usar os representantes dos trabalhadores para legitimar todas as falcatruas existentes no Fundo de Pensão.

É bom recordar que a primeira eleição da suposta representação dos trabalhadores para o Instituto teve como vitoriosa a chapa PT/PCdoB, com os seguintes sindicalistas a frente dessa “vitoriosa chapa”, Manoel Cantoara do PT de Alagoas, Rogerio Ubine na época do PT de SP e Reginaldo Alcântara do PCdoB do RN.

Deslumbrados com os cargos e os jetons, que passam de R$ 4 mil reais, assinaram todas as atas que hoje são investigadas como negociações criminosas feitas pelo Instituto, que gerou inclusive o rombo de mais de 5 bilhões de reais no Plano do Beneficio Definido do Postalis.

Por isso nesse caso cabe a sabedoria popular. “O patrão só convida o peão para jantar com ele no restaurante, se a conta for pagar pelo peão”.

artigo Anterior

A direita quer um Pinochet na Venezuela

Próximo artigo

Meia dúzia de “sindicalistas” elegem “representantes” de milhares de professores

Leia mais

Deixe uma resposta