Manifestantes ocupam a Câmara contra as privatizações de “João Dólar”

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Manifestantes ocupam desde quarta-feira (dia 9) a Câmara dos Vereadores da Cidade de São Paulo contra o plano de entrega da cidade aos empresários, chamado ardilosamente de plano de desestatização. Com o apoio dos partidos de oposição ao prefeito na casa legislativa, o grupo de manifestantes, composto por militantes políticos e estudantes, exige abrir um canal de diálogo.

O mimado Doria, que não tem a menor capacidade de dialogar simplesmente por não reconhecer nos outros seres humanos, já afirmou que nada o fará recuar e que a manifestação só “aumenta seu desejo” de vender a cidade e cortar os já parcos benefícios concedidos aos estudantes em forma de passe estudantil.

Em uma ação coordenada de desestabilização, o presidente da Câmara dos Vereadores, Milton Leite (DEM), transferiu as sessões ordinárias para o salão nobre da casa, além de afirmar que requererá a reintegração de posse e que não negociará nada enquanto a casa não for desocupada.

Doria e Milton Leite, a maligna dobradinha PSDB/DEM que tem protagonizado o cenário político no aprofundamento do golpe de Estado, são indisfarçavelmente sádicos quando se trata de negar ao povo o diálogo. O tempo em que a elite fingia tentar convencer a população da necessidade da perda de seus direitos já se foi e há uma enorme urgência em devassar as condições de vida da população no interstício do refluxo das massas trabalhadoras.

A ocupação da câmara, que sofreu desabastecimento de água e de alimentos, mas conseguiu resistir, indica o enorme descontentamento do povo com o novo levante do neoliberalismo. Deve ser defendida e sustentada ativamente por toda a população paulistana que tem consciência da crueldade dos planos de Doria.

Os jovens que ocupam a Câmara, contra os cortes no passe estudantil, estão ameaçados de serem expulsos com violência pelos truculentos “agentes mantenedores da ordem”. Ainda assim, lá permanecem e, depois de desalojados, deverão continuar na luta.

Por sua vez, Doria, constantemente cercado por capangas, já levou uma ovada na cara em sua pré-campanha às eleições presidenciais de 2018 e sabe que a violência contra si tende a aumentar na medida em que forem sentidos os efeitos da crise imposta ao Brasil pelos seus pares e pelas suas políticas.

Basta ver quem reagirá melhor aos estímulos negativos e crescerá: o prefeito mimado, representante dos exploradores, que tem uma visão totalmente destorcida da realidade e só se sente corajoso atrás dos broncos advogados que o assessoram, ou a imensa maioria de explorados, calejados, acostumados a apanhar e a sofrer, numérica e intelectualmente superiores aos seus algozes.

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