Polícia Militar invade a UFG e leva estudante e professora

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Um estudante do curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), campus de Jataí, teve um surto psicológico durante o almoço no Restaurante Universitário. Embora o estudante fosse inofensivo para a comunidade estudantil – não é a primeira vez que isso acontece – um setor da Universidade ligada à Assistência Social chamou o SAMU. No entanto, veio o SAMU com a Polícia Militar, supostamente com a função de “conter” o estudante.

A confusão começou quando a PM utilizou da força para obrigar o estudante a ser medicado. Isso fez com que outro discente começasse a gravar a ação da polícia e uma professora do curso de História interveio também contra a repressão. Com isso, a PM apreendeu o celular e deteve tanto a professora quanto o estudante, eliminando o vídeo feito da abordagem.

A justificativa da Polícia Militar de invadir o campus de uma Universidade Federal era de que se tratava de um “procedimento padrão” do SAMU para esses casos. Ou seja, o “auxílio” acabou tornando-se abuso de poder, visto que além de ser vedada a atuação da PM no campus, houve também a detenção de uma servidora pública federal em horário de trabalho, a queima de arquivo, etc.

Rapidamente organizou-se um ato em frente à delegacia onde os dois estavam detidos que contou com cerca de 40 pessoas, entre estudantes e professores da universidade. Os participantes do ato apontaram assertivamente o racismo e a homofobia da Polícia Militar, uma vez que os “selecionados” para comparecer à delegacia era uma professora negra e um estudante homossexual.

Neste caso, a truculência significa a preparação de um terreno para uma maior repressão contra a luta dos estudantes e professores. Com a divulgação da lista pelo Portal Nacional da Educação de universidades federais que poderão ter suas atividades paralisadas a partir de Setembro, podendo assim, desencadear uma nova etapa de luta por meio de ocupações e greves, a direita golpista se adianta para fazer um “tubo de ensaio” na UFG.

Nesse sentido, é preciso rechaçar a presença da Polícia Militar dentro das universidades e se mobilizar para o próximo período, exigindo também a saída de todos os golpistas e dos seus ataques contra a educação e o povo em geral.

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