No Piauí, paralização das escolas estaduais de tempo integral

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No dia 15 de agosto os profissionais da rede pública estadual do Piauí irão realizar uma paralização para reivindicar melhores condições de trabalho nas recém inauguradas unidades de tempo integral, onde funcionários alunos e professores debatem uma pauta de exigências imprescindíveis para o desenvolvimento da atividade educacional. Unanimidade em quase todos os debates sobre educação o ensino em tempo integral não pode ser subvalorizado ou implementado a toque de caixa para cumprir promessas de campanha, uma medida como essa requer planejamento e gestão eficiente dos recursos, necessitando sempre de especialistas com experiência na área para identificar os entraves e descobrir soluções especificas para problemas já conhecidos daqueles que enveredaram por esse caminho, fracassaram inicialmente , mas após uma reflexão profunda, uma conversa com professores, alunos e responsáveis encontraram uma saída e hoje desfrutam de um modelo de ensino integral sustentável e produtor de conhecimento.

Membros do sindicato local (Sinte-PI) participaram de uma reunião na manhã da última segunda-feira (07/08), na Escola de Tempo Integral José Amável, zona leste de Teresina, com representantes de várias escolas de tempo integral, entre professores, funcionários e até alunos. A reunião se deu por uma série de assuntos que diz respeito à este formato de escola que o governo estadual está implantando no Piauí, no entanto, sem dar as condições necessárias para que este tipo de ensino funcione adequadamente.

Na reunião, os servidores discutiram a falta de infraestrutura das escolas, funcionamento inadequado, o corte das gratificações e regulamentação das escolas. Após discussão deste pontos, os participantes deliberaram por uma paralização estadual, os trabalhadores das Escolas de Tempo Integral, no dia 15 de agosto, com uma reunião no Clube do Sinte-PI. Na oportunidade os trabalhadores destas escolas irão eleger uma Comissão que irá debater os pontos cruciais das escolas como: infraestrutura (laboratório de informática e de ciências, refeitório, climatização, reestruturação das quadras poliesportivas, etc), gratificações (reajuste, vale-transporte, área de risco, etc.), funcionamento, regulamentação das escolas e ponto eletrônico.

Esse debate deve ser acompanhado de perto pelos sindicatos e entidades educacionais, juntamente com as associações de pais e mestres e representações dos alunos. A escola é produtora de conhecimento e a luta por uma educação pública e gratuita de qualidade é de todos e num momento onde as forças golpistas que assolam o pais tentam a todo custo destruir o sistema público de educação, cabe aos trabalhadores do setor lutar por fortalecer as instituições estaduais na perspectiva do enfrentamento político e social que se mostra cada vez mais possível dentro do universo golpista que tomou conta do Brasil.

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