Assassinatos de quilombolas cresce 150% no País em 2017

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A luta pela reforma agrária passa por um momento difícil após o golpe de Estado dado pela direita latifundiária. Há um cenário de guerra civil no campo brasileiro com aumento exponencial da violência contra os trabalhadores que lutam pelo direito a terra.

Do início de 2017 até dos dias atuais já foram assinalados como assassinatos na luta pela terra pelo menos 10 trabalhadores quilombolas. É um dos números mais altos das últimas décadas, sendo que no ano passado foram quatro trabalhadores quilombolas assassinados. Esse número já representa um aumento de 150% nos assassinatos de quilombolas.

No Brasil, segundo a Fundação Palmares, já foram certificadas mais de 2.600 comunidades quilombolas em todo o país, sendo a Bahia o Estado com maior número de comunidades com mais de 600. Esse número é ainda maior pois ainda existem comunidades que não foram reconhecidas pelo Estado. Já os processos abertos para titulação de terras pelo Incra já passam de 1600 e que ainda não foram concluídos e correm o risco de serem barrados pelos golpistas.

Há um enorme interesse dos latifundiários e golpistas nas terras das comunidades quilombolas. O aumento da violência e os ataques aos direitos conquistados pelos quilombolas demonstram para o movimento negro o porquê da derrubada da presidenta Dilma Roussef e do golpe de Estado.

A direita latifundiária não quer que a população tenha nenhum direito, a não ser o direito de ser explorada pela burguesia e o latifúndio.

A direita racista e latifundiária tomou o poder através de um golpe de Estado e está impondo um programa racista, sem direitos e genocida para toda a população negra, maior parcela da população do país. A luta contra os golpistas deve ser o principal foco das atividades do movimento negro, dos que lutam pela terra e defendem os trabalhadores.

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