A amônia e a rotina criminosa de acidentes nos frigoríficos

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No dia 11 de julho, mais 19 vítimas do descaso da JBS/Friboi. Os funcionários tiveram de ser socorridos no hospital municipal da cidade de Confresa, município de Mato Grosso.
De acordo com a empresa, houve uma falha ocasional no sistema de proteção e detecção de amônia na unidade. No entanto o dia a dia de quem trabalha na sala de máquinas é de extrema tensão.
A todo o momento há o risco de vazamento, pois os equipamentos em geral estão em péssimas condições, as máquinas e os tubos onde circula o gás não são trocados, bem como os equipamentos fornecidos aos trabalhadores são inadequados, isso quando é fornecido.
O contato do gás com a pele e, principalmente com os olhos dos funcionários, podendo cegar, ou deixar sequelas irreparáveis.
Em abril deste mesmo ano, em Campo Grande, outro “acidente”, deixou mais de 100 pessoas acidentadas pelo mesmo gás amônia.
As empresas, tanto JBS/Friboi, Marfrig, BRF Brasil Foods, bem como outras empresas menores, além imporem um ritmo acima da capacidade física dos trabalhadores, fazendo com que reduza a sua perspectiva de vida, tanto pelo trabalho, quanto pela falta da manutenção de seus maquinários, causando tragédias de consequência irreparáveis, tudo isso para manter cada vez mais seus vultosos lucros. É como se os trabalhadores fossem coisas descartáveis, usa-se e quando não se quer mais, joga-se fora.
Os trabalhadores devem se organizar para por um freio às atrocidades impostas pelos patrões, discutindo com seus colegas de seção e, se necessário, paralisar as atividades das fabricas até que sejam solucionados os problemas.

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