Seis quilombolas são assassinados na Bahia

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No último dia 6, domingo, seis quilombolas foram assassinados no Território Quilombola de Iúna, no município de Lençóis, região da Chapada Diamantina. Segundo as informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram duas residências onde ocorreram os assassinatos. As vítimas foram identificadas como Adeilton Brito de Souza, Gildásio Bispo das Neves, Amauri Pereira Silva, Valdir Pereira Silva, Marcos Pereira Silva e Cosme Rosário da Conceição.

A barbárie contra as comunidades quilombolas continuam, especialmente no Território Quilombola de Iúna, que recentemente foi palco de um outro assassinato. No último dia 16 julho, Lindomar Fernandes Martins foi assassinado a tiros dentro do território com diversos tiros na cabeça, quando as autoridades classificaram o crime como roubo seguido de morte. O Território Quilombola de Iúna é reconhecido pela Fundação Palmares como de remanescentes quilombolas e já tem o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) executado pelo Incra.

Somente neste mês já somam oito quilombolas assassinados somente na Bahia, elevando ainda mais os números da guerra civil no campo provocada pelo governo golpista e os latifundiários.

Esses crimes vêm no momento em que o pedido do Partido dos Democratas (DEM) questionando a definição dos passos para identificação de comunidades quilombolas vai ser analisado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) golpista. Somando a toda ofensiva contra os trabalhadores sem-terra, indígenas e outras comunidades tradicionais.

O objetivo do DEM, partido dos latifundiários e banqueiros, herdeiro da ditadura militar, é acabar com todos os direitos do povo negro e dos que lutam pelo direito a terra. É preciso denunciar a direita golpista e latifundiária que está causando uma guerra civil no campo brasileiro e precisa ser duramente combatida.

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