Aumento de impostos: quem “pagou o pato”, afinal?

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Sob a alegação de “fechar o orçamento de 2018”, o Ministro da Fazenda do governo golpista de Michel Temer, Henrique Meirelles, assinala que se deve fazer um pacote de aumento de impostos.

O ex-presidente do BankBoston, homem de confiança da burguesia, começa alegando que a proposta atinge principalmente os contribuintes com renda mais alta, no entanto, com toda a experiência do golpe de Estado, já se espera que boa parte do ônus caia nas costas do trabalhador.

Um dos grandes e mais grotescos símbolos dos carnavais coxinhas contra o governo Dilma era um pato gigante, criado pela FIESP, que tinha estampada a frase “Eu não vou pagar o pato”, acusando o governo Dilma de promover um aumento nos impostos.

Pois bem, Dilma foi derrubada e toda a classe média fascistoide, coxinha, comemorou. Agora, no entanto, o governo golpista está aumentando os impostos, em prol da especulação financeira, dos capitalistas estrangeiros, e a classe média que ajudou no golpe foi descartada do programa de proteção dos golpistas.

Com o golpe dado, não há mais dúvidas de que ele foi uma ação contra a população pobre, ela é quem deve “pagar o pato” sem aposentadoria, com inflação e sem direitos trabalhistas. E como o golpe tem uma lista limitada de protegidos, a classe média coxinha que apoiou o golpe, responsável por esta política de destruição, também está fadada a “pagar o pato”.

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