Uma luta de classes contra o imperialismo em escala mundial

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O golpe, na Venezuela ou no Brasil, não será derrotado POR manobras parlamentares. Trata-se de uma luta de classes contra o imperialismo em escala mundial e é, por isso, preciso impulsionar um movimento geral de luta contra a ofensiva do imperialismo.

A França dá, neste momento, um vívido exemplo de como a política de terra arrasada (como a do golpe brasileiro) ameaça os trabalhadores e a população mais pobre. A ofensiva vista nos países atrasados da América Latina é apenas uma parte do plano geral do imperialismo para subjugar a classe trabalhadora. Trata-se de um lance decisivo na luta da burguesia para manter seu poder.

Esta luta política por excelência evidencia que as reivindicações parciais não dão conta de enfrentar golpe. É preciso um programa geral, uma palavra de ordem que englobe a defesa de tudo o que está ameaçado pelos golpes de Estado, a luta por uma Assembleia Constituinte.

Os golpistas estão modificando profundamente o regime político brasileiro promovendo o desmantelamento do Estado nacional. Isso coloca a necessidade de um movimento que encare o problema de conjunto.

No momento, a mobilização contra o golpe no Brasil passa pela reivindicação de anulação do impeachment. Essa reivindicação, no entanto, é apenas parcial. Trata apenas de um dos aspectos do golpe (a derrubada do governo eleito pelo povo). É preciso criar comitês de luta que vão além da simples da anulação do impeachment. Os que estão lutando contra o golpe no Brasil, hoje, precisam discutir o problema de conjunto, tirar conclusões e implicações da luta contra o golpe na Venezuela, da luta da classe trabalhadora em todos os países e organizar um movimento apoiado em comitês por local de trabalho, categorias profissionais, bairros etc., que ajudem a impulsionar essa luta

No Brasil, na medida que o governo golpista progrida, há um fortalecimento da extrema-direita. Os militantes da causa da classe trabalhadora devem se preparar para o aparecimento de uma extrema-direita para intimidar o movimento operário quando ele levantar a cabeça.

Já aconteceram episódios isolados e estão, desde pelo menos 2013, se generalizando. A extrema-direita está se organizando, se fortalecendo.

É preciso dar ao movimento um caráter de conjunto. Apoiar e desenvolver o projeto de iniciativa popular pela anulação do impeachment com um ato em Brasília em setembro. Unir em torno dessa iniciativa o maior número de setores possível
em uma luta contra o golpe em um terreno prático.

Por isso, os comitês de luta contra o golpe têm que colocar o problema de conjunto. É preciso preparar-se para tratar do problema antes que a direita saia às ruas para esmagar o movimento.

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