Golpe aumenta violência contra mulheres

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Será lançado nesta segunda-feira  (7/8) o Dossiê Mulher 2017 que traz dados sobre a violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro. O documento é elaborado já há 11 anos consecutivos pelo Instituto de Segurança do Rio de Janeiro.

Os dados mostram que a situação da mulher no primeiro ano do golpe só piorou. A cada dois dias uma mulher tem sua vida ameaçada pelo fato de ser mulher. Só nos últimos três meses de 2016, 15,5 % dos homicídios de mulheres foram desse tipo. E a cada duas horas uma mulher é estuprada no estado do Rio; um dado assustador é que 55,5% das vítimas são meninas de até 14 anos.

A situação de violência sofrida pela mulher, não só no estado do Rio de Janeiro, mas no país inteiro, se soma a piora das condições de vida da mulher em todos os âmbitos depois do golpe: emprego, saúde, educação, aposentadoria etc. As mulheres são um dos setores que mais têm sofrido as consequências do golpe por ser um setor mais oprimido e vulnerável da sociedade.

A imprensa golpista a todo o tempo tem apresentado os dados de aumento de violência contra a mulher trazendo junto, como solução, o aumento da repressão, do policiamento etc. que vai se virar contra a população pobre e não resolverá em nada a situação da mulher, pelo contrário.

Por isso, a organização e luta das mulheres contra o golpe é imprescindível. Apenas a derrota da direita golpista no governo que ameaça por fim e atacar todos direitos das mulheres poderá melhorar a situação de vida da mulher.  É necessário que o movimento de mulheres vá para às ruas, em unidade com a classe trabalhadora, movimento popular e outros para lutar contra o golpe, contra os ataques e por conquistas de direitos.

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