Federação metalúrgica inicia campanha salarial da categoria

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Na terça-feira, 1 de agosto, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM-CUT, iniciou as reuniões com as bancadas patronais (Sindipeças, Sinafer, Sianfesp, Simefre, e Sicetel), após a entrega da pauta de reivindicações da Campanha Salarial de 2017.

Como desafio para a campanha salarial em 2017, a FEM-CUT reivindica para a categoria a cláusula de compromisso da Negociação Permanente, reivindicação da FEM-CUT há dois anos.

Tanto a Convenção Coletiva como a cláusula de Negociação Permanente permitem que o trabalhador tenha a segurança não apenas do seu salário e benefícios estejam assegurados, como a ampliação e a fiscalização do cumprimento do contrato seja constante, havendo inclusive a possibilidade da adoção de medidas em benefício da categoria que não estejam previstas no ato da assinatura da Convenção Coletiva.

Neste primeiro momento só o Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel) se mostrou disposto a negociar a assinatura da Negociação Permanente, mas esta pauta é comum à categoria e a FEM-CUT não deve abrir mão desse importante avanço na campanha salarial de 2017.

Em contraposição à FEM-CUT, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras nas Indústrias de Instrumentos Musicais e de Brinquedos do Estado de São Paulo (Sindbrinq), sindicato ligado à Força Sindical, pela sua presidenta Maria Auxiliadora dos Santos comunicou aos trabalhadores da fabricante de brinquedos Estrela que não há qualquer perspectiva positiva para a campanha salarial da categoria em 2017. Repetidas vezes foi informado que os patrões não oferecem nada além de 0% e que a “luta continua…”

Mais uma vez a Força Sindical protagoniza um show de horrores junto ao trabalhador. Essa entidade que sabidamente é financiada pelos tubarões da FIESP não apresenta qualquer proposta para impor aos patrões uma negociação qualificada e que atenda a necessidade do trabalhador.

A inflação oficial em 2016 fechou em 6,29%, com o aumento da instabilidade política em 2017 fruto do golpe de Estado e com a alta no preço dos combustíveis, a tendência é que o salário dos trabalhadores não atenda as necessidades básicas e com a política de capitulação da Força Sindical, os trabalhadores assistidos por essa central tendem a conviver com ampliação da destruição das condições de trabalho.

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