Sinpro-SP esconde assembleia dos professores

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A direção do Sindicato dos professores de São Paulo, o Sinpro – SP, maior sindicato entre os 26 sindicatos da base territorial da Fepesp (Federação dos professores do Estado de São Paulo), com mais de 25 mil filiados, esconde da categoria assembleia para eleição de delegados ao 9º Congresso da Fepesp, que será realizado entre 22 e 24 de setembro de 2017, em São Paulo

No momento em que o golpe de Estado atinge em cheio os professores das redes particulares de ensino, com demissões, atrasos salariais, retiradas de direitos, terceirizações entre outros ataques que estão à porta dos trabalhadores, diretoria do sindicato sequer anuncia em sua página principal do site da entidade a realização da assembleia geral e muito menos em mobilização mais ampla com distribuição de boletins nas escolas conclamando a categoria a participar. Além disso, anuncia assembleia para o prazo de uma semana,  mostrando claramente através de ações que não tem interesse na mobilização geral da categoria para tão importante debate e organização da luta dos professores.

A direção sindical convoca assembleia para a próxima quinta feira, dia 10/08, tendo como único ponto de pauta a eleição dos delegados que participarão do 9º Congresso da Federação dos Professores do Estado de São Paulo, mostrando que está na oposição à mobilização e a luta dos professores, pois em um momento em que os grandes tubarões do ensino privado atacam seus trabalhadores, como são exemplos as mais de 220 demissões na FMU, a greve na Unisantana, contra o atraso no pagamento dos salários, ou ainda as demissões na rede Sesi, para implementação da reforma trabalhista de Paulo Skaf, ter como único ponto de pauta a eleição de delegados é desconsiderar totalmente o apoio da categoria e realizar mais um congresso de burocratas sindicais apenas para determinar sua perpetuação como dirigentes de uma categoria proibida de participar do seu principal foro de decisão e pior atacada brutalmente pelo empresariado da educação privada.

Os professores da rede particular de ensino devem denunciar esta situação e exigir a organização da luta pela base, com delegados eleitos por escolas e comprometidos com a luta contra os ataques aos direitos dos trabalhadores impostos pelos golpistas do país.

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