História dos Clubes Negros de Santa Catarina é contada por pesquisadora

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Pesquisadora catarinense, professora Jeruse Romão, lançou uma campanha de financiamento coletivo com o objetivo de contar a história dos chamados Clubes Negros de Santa Catarina. De acordo com a  pesquisadora, as mesmas práticas de segregação racial que vigoraram na Africa do Sul após a década de 1950 com a política do apartheid, já estavam ocorrendo em Santa Catarina no início do século passado.

Os chamados Clubes Negros eram então espaços, onde a a comunidade negra catarinense se reunia para vivenciar, com mais liberdade e sem a opressão externa, sua cultura e seus costumes. Tais espaços, de acordo com a pesquisadora ofereciam principalmente atividades de lazer e de formação profissional, mas também era comum ocorrerem debates relacionados a questão do negro, além concursos de beleza e cursos de alfabetização.

Os clubes foram responsáveis, por exemplo pela formação das primeiras professoras negras de Santa Catarina. A partir de meados da década de 1980, os Clubes Negros do Estado entraram em crise financeira e começaram a encerrar suas atividades, todavia, ainda hoje encontram-se alguns que continual mantendo sua programação, como o clube Novo Horizonte em Florianópolis.

O trabalho de Jeruse Romão constitui em um resgate importante da história dos negros, não só para Santa Catarina, mas para a história brasileira em geral.

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