SP: governo direitista nega informações a familiares de detentos do CDP Pinheiros

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O Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, abriga atualmente cerca de 1400 presos, quando a capacidade máxima oficial é de 521 pessoas presas. Esse cenário é o mesmo em praticamente todos os presídios brasileiros, o que invariavelmente leva às rebeliões.

O CDP de Pinheiros não é exceção e foi palco de uma rebelião no dia 24 de julho, muito provavelmente por conta das péssimas condições em que os presos estão. Porém, não existe nenhuma informação sobre o motivo correto da rebelião, vítimas, etc.

E tudo que a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) afirma, em comunicado oficial, é que “os presos diretamente envolvidos na ocorrência foram transferidos para outra unidade, que não pode ser informada por questão de segurança. A administração do CDP instaurou Procedimento Apuratório e disciplinar para elucidação dos fatos”.

Essa é a mesma informação repassada aos familiares dos presos, que estão proibidos de visitá-los e de entrar no presídio. Advogados e organizações de assistência também não podem entrar. Os familiares sequer sabem se entre os presos algum morreu.

As rebeliões são resultado direto da política prisional adotada em todas as cadeias brasileiras, que é a de tornar a vida do detento em um inferno, jogado em celas superlotadas, sem apoio social, de saúde, sanitário, etc.

Quase 35% dos presos brasileiros (do total de 700 mil) estão provisoriamente nessas masmorras aguardando seus julgamentos. Até lá, o Estado não se responsabiliza por absolutamente nada, nem mesmo pela obrigação legal de julgar os processos.

Quer dizer, é preciso lutar pela imediata libertação de todos os presos provisórios; soltar todos os presos que o Estado não foi capaz de dar as mínimas condições de reclusão. Anular todos os processos, acabar com os depósitos humanos que são as prisões.

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