Rede Globo autoriza a luta contra Temer

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Artistas, principalmente ligados à golpista Rede Globo, se reuniram novamente no Rio de Janeiro a pretexto de unirem forças pela queda de Michel Temer. A empreitada, organizada pela esposa do cantor Caetano Veloso, a empresária Paula Lavigne, reuniu um grupo de artistas de todas as esferas desde esquerdistas como Wagner Moura e Camila Pitanga como coxinhas notórios que participaram ativamente das manifestações de rua pelo golpe como o ator Marcelo Serrado.

O movimento surgiu, curiosamente, logo após a Rede Globo, uma das articuladoras do golpe de Estado no Brasil, rifar Temer ao divulgar a gravação do presidente golpista com o dono da JBS, Joesley Batista.  A reunião de artistas contra e pró-golpe também reúne a “fauna” da política brasileira. Entre as figuras políticas estão na lista de convidados de Paula Lavigne principalmente políticos da REDE como Alessandro Molon (RJ), o senador Randolfe Rodrigues (AP) e até a ex-candidata a presidente, Marina Silva que participou do convescote do último final de semana.

Marina após a reunião expressou muito bem o sentido político da reunião dos artistas.  A ex-candidata falou que tem “esperança de ver o Brasil unido”. O deputado Molon completou dizendo que com o movimento espera “superar a velha polarização” e “construir soluções que unam o país”. O “Brasil unido” e a  “velha polarização” significam na prática, acabar com a luta contra o golpe.

O movimento dos artistas patrocinado pela Globo tem a clara intenção de evitar a luta contra o golpe com a união de golpistas e não golpistas a pretexto da luta contra Temer. É uma política que visa apagar qualquer tentativa de resistência contra o golpe e neutralizar a esquerda.

Não à toa Paula Lavigne tem aproximado justamente Marina Silva e a Rede que não lutaram contra o golpe e agora estão de olho nos ganhos políticos da saída de Temer. Para não esquecer Lavigne fez propaganda partidária para o DEM em 2007 a convite de ninguém menos que Rodrigo Maia, à época, dirigente do partido da ditadura militar que com a queda de Temer pode ser o novo presidente golpista. Maia estava querendo mudar o “visual” do PFL,  do caique da Bahia Antônio Carlos Magalhães, que tinha acabado de mudar de nome. Outro articulador da “união dos artistas” é Caetano Veloso, conhecido nacionalmente como um dos capachos de ACM na Bahia.

O movimento dos artistas é uma falsificação da luta contra o golpe numa suposta “união democrática” contra Temer para que o crime contra o povo que sofreu o golpe e que está sendo atacado com as reformas golpistas seja esquecido.

É preciso denunciar que esta “união” dos artistas é uma clara tentativa de esconder a luta contra os golpistas. É uma união, com total aval da Rede Globo que depois de usar Temer contra o povo agora quer descartá-lo para dar continuidade ao golpe. A união com aqueles que defenderam e defendem o golpe que está vendendo o País, assassinando sem-terra, condenando e prendendo lideranças populares sem provas, colocando as tropas militares no Rio de Janeiro e acabando com direitos trabalhistas e com o serviço público não é possível.

A saída de Temer não vai parar os ataques, vai dar novo fôlego aos golpistas. A luta deve ser travada nas ruas com uma política clara de derrubada do golpe e de todos os golpistas.

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