O golpe e a direita continuam fracassando na Venezuela

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A imprensa burguesa, os políticos de direita e os governos imperialistas estão ocupados em forjar uma história falsificada para explicar o que está acontecendo na Venezuela. Por mais tinta que gastem, no entanto, a dura verdade para os inimigos dos trabalhadores, do povo em geral e da Venezuela é a seguinte: o golpe continua fracassando. Nicolás Maduro, presidente eleito com 7,5 milhões de votos em 2013, não cai. A direita vendepátria já tentou todo tipo de golpe para tomar o poder na Venezuela, desde a tomada do Palácio de Miraflores no golpe abortado de 2002 até a sabotagem econômica e os recentes ataques a prédio públicos com um helicóptero roubado. Diante disso, por que Maduro não cai?

Apoio popular

Domingo (30), o presidente Nicolás Maduro mostrou mais uma vez porque o chavismo não cai. Contra todos os prognósticos da imprensa capitalista, contra as ameaças de uma direita extremamente violenta, contra a pressão do imperialismo, os trabalhadores se mobilizaram para participar das eleições para a Assembleia Constituinte. A direita boicotou o processo eleitoral, consciente de sua impopularidade, de modo que toda a participação nas eleições é uma demonstração de apoio ao governo. Participaram do processo 8 milhões de eleitores, um apoio maior que o número de eleitores de Maduro para presidente em 2013 (7,5 milhões). Havia 19,5 milhões de eleitores registrados, na Venezuela o voto é facultativo.

A participação nas eleições constituintes coincide com o melhor desempenho eleitoral do próprio presidente Hugo Chávez, que conseguiu 8 milhões de votos em 2012, pouco antes de sua morte. O candidato da direita golpista aquele ano, Henrique Capriles, conseguiu 6,5 milhões de votos, apesar de toda campanha do conjunto da imprensa golpista (jornais, rádios, canais de TV etc.). No plebiscito ilegal organizado pelos golpistas, 7 milhões de pessoas teriam participado, segundo a direita golpista, que fraudou a contagem para inflar seu apoio de maneira artificial.

Só Maduro defende a democracia na Venezuela, a direita é golpista

Além disso, ao mesmo tempo em que o apoio popular explica porque Maduro não cai, o contrário também é verdade, o fato de que Maduro não cai mostra que o governo tem amplo apoio popular. Se não houvesse apoio popular a Maduro, o governo não aguentaria tanta sabotagem econômica da direita, tanta campanha na imprensa, tantos ataques terroristas etc. Se o governo se mantém de pé, mesmo em meio à crise econômica provocada pela dependência do petróleo e pela queda do preço do petróleo, é graças à mobilização dos trabalhadores em massa para defender o chavismo.

Povo armado

O apoio popular a Maduro não se resume à participação em votações e protestos de demonstração de apoio ao governo. Em abril, Maduro anunciou a expansão das Milícias Bolivarianas para 500 mil membros. As milícias são compostas de trabalhadores, de civis armados para defender o país em caso de invasões estrangeiras. Ou seja, o povo está armado para se defender em caso de um golpe violento da direita ligada ao imperialismo.

Apoio do exército

Além do apoio popular, Maduro também tem apoio do exército. O imperialismo e a direita pagaram um preço caro pelo fracasso do golpe de 2002. Como na Turquia em 2016, o golpe fracassado de 2002 na Venezuela levou a um expurgo nas forças armadas. O próprio Hugo Chávez foi militar, e tratou de tirar os golpistas ligados ao imperialismo das forças armadas depois da tentativa de golpe. Diferentemente do que acontece geralmente, a direita não tem o controle do exército para impor um golpe à força contra a maioria do povo. Pelo menos até o momento, o exército tem se mantido leal a Maduro.

A imprensa imperialista (jornais como El País, Guardian, New York Times, Financial Times etc.) falsifica a realidade todos os dias para atacar a Venezuela e seu governo em favor do imperialismo. Apesar dessa campanha, porém, não podem contornar o fato de que o governo não é derrubado pela direita. O golpe está fracassando na Venezuela. Como no Brasil, a direita rompeu com o regime político, mas isso não levou à queda do governo. A crise política deve continuar, o que está empurrando o governo chavista à esquerda.

Para derrotar os capitalistas, o chavismo deve expropriar os meios de produção dos capitalistas. Enquanto a burguesia continuar tendo poder econômico, o governo continuará sendo vítima do assédio golpista coordenado de fora do país e a crise política persistirá, com uma polarização na sociedade cada vez mais intensa.

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