Casal de trabalhadores rurais é assassinado pelo latifúndio no Pará

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Na noite do dia 25 de julho, o latifúndio fez mais duas vítimas. No assentamento Uxi, no município de Itupiranga, no sudeste do Pará, o casal de idosos Manuel Índio de Arruda (85 anos) e Maria da Luz Fernandes da Silva (60) foram assassinados a tiros em sua residência. Segundo as testemunhas foram ouvidos vários disparos e, na manhã do dia seguinte, foram encontrados os corpos.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que acompanha o caso, Maria de Lurdes foi encontrada na entrada da casa, atingida por vários disparos e Manoel foi encontrado escondido embaixo da cama atingido com dezenas de disparos.

O casal já vinha recebendo diversas ameaças de morte e constava numa lista de marcados para morrer, pois denunciavam para o INCRA e as autoridades policiais pressão de latifundiários para comprar lotes no assentamento através de pressão e ameaças. Por esse motivo ficaram marcados pelos latifundiários que esperavam as condições favoráveis para executar o casal de trabalhadores rurais.

Polícia responsável pelo massacre de Pau d`Arco investiga o caso

A investigação do crime já aponta no sentido de justificar os assassinatos e inocentar os assassinos e latifundiários mandantes. A polícia já acusa o trabalhador sem-terra Manoel de estar envolvido em outros casos. Manoel era uma figura de luta pela terra e sempre esteve na linha de frente de ocupações de latifúndios em favor dos trabalhadores do campo. Esse foi o seu “crime”.

Essas justificativas da polícia são frequentes na tentativa de esconder os verdadeiros assassinos, que na maioria das vezes, são policiais a mando do latifúndio. Tanto é verdade que quem está investigando o caso é a Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), que foi responsável pelas execuções no massacre de Pau d`Arco em maio deste ano, e de Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Marabá, que entregou os corpos dos trabalhadores sem-terra assassinados em avançado estado de decomposição no dia do enterro para as famílias.

Somente essas informações já revelam que o caso não vai ser resolvido e os culpados vão ficar impunes, continuando sua matança. Tudo isso com o aval do governador tucano golpista,  Simão Jatene, e sua corja da Secretaria de Segurança Pública.

Esse aumento da violência contra os sem-terra está intimamente ligado com o golpe, que está permitindo uma ofensiva sem precedentes da direita latifundiária e da polícia contra a população trabalhadora. Numa tentativa desesperada de conter a luta pela terra e a resistência na luta contra o governo golpista.

É preciso denunciar essa ofensiva contra os trabalhadores sem-terra e a participação da polícia como jagunços a mando dos latifundiários, com a participação direta do governo tucano de Simão Jatene.

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