Parlamentares coxinhas estão longe da internet

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Os parlamentares coxinhas estão longe da internet, de acordo com levantamento da empresa de comunicação FSB. Os dados da pesquisa, que acompanhou 24 horas por dia a conectividade de 559 deputados e senadores, revelam que o PT ficou em 1º lugar no ranking dos partidos que mais interagem com os eleitores pelas redes sociais – o partido dos golpistas tucanos, PSDB, ocupou o 15º lugar, enquanto o partido do golpista Temer, PMDB, ocupou o 10º lugar.

Os critérios da pesquisa consideram seis aspectos: número de postagens, de seguidores, de curtidas, de comentários, de compartilhamentos e o alcance das publicações; e os cortes foram divididos em quatro: Câmara, Senado, Congresso e partidos mais influentes nas redes sociais.

Outros partidos da esquerda pequeno-burguesa, como PCdoB e PSOL, ficaram entre as 10 primeiras legendas que mais registram presença nas redes sociais. Aécio Neves foi o único parlamentar tucano a estar na lista dos 20 primeiros nomes, apesar de ter sido, ontem mesmo (31.07), alvo do terceiro pedido de prisão da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Apesar de haver um refluxo da presença dos políticos coxinhas na internet, alguns nomes fazem-se cada vez mais presentes – é o caso do ultradireitista Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro (ambos do PSC), que ocupam, respectivamente, a primeira e terceira posições do ranking dos deputados mais presentes na internet. Em segundo lugar da Câmara, consta o deputado petista Paulo Pimenta.

No senado, os três nomes mais presentes nas redes foram do PT: Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Humberto Costa. Considerando todo o Congresso, Lindbergh ficou em primeiro lugar, Gleisi em segundo, e o fascista Jair Bolsonaro em terceiro.

O cenário das redes reflete certamente a polarização consequente da forte crise político-econômica que despontou no Brasil a partir do golpe de Estado – de um lado, figuras fascistas como Jair Bolsonaro encontram ecos fascistas cada vez mais soantes na classe média; de outro, lideranças populares, como o ex-presidente Lula, recebem cada vez mais concentrado o apoio dos sindicatos e dos trabalhadores da cidade e do campo.

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