Warning: session_start(): Cannot send session cookie - headers already sent by (output started at /home/causaoperaria/www/wp-config.php:1) in /home/causaoperaria/www/wp-content/plugins/wpmu-dev-facebook/lib/external/facebook.php on line 60

Warning: session_start(): Cannot send session cache limiter - headers already sent (output started at /home/causaoperaria/www/wp-config.php:1) in /home/causaoperaria/www/wp-content/plugins/wpmu-dev-facebook/lib/external/facebook.php on line 60
Só Maduro defende a democracia na Venezuela, a direita é golpista - Diário Causa Operária Online

Só Maduro defende a democracia na Venezuela, a direita é golpista

Compartilhar:

No último domingo (30), foram realizadas eleições para a Assembleia Constituinte na Venezuela. O voto não é obrigatório e as eleições foram boicotadas pela direita golpista composta de capachos do imperialismo e organizadora de coxinhatos venezuelanos. Portanto, todos os que apareceram para votar representam uma demonstração de apoio a Maduro. Com mais de 8 milhões de votos, em um eleitorado possível de 19,5 milhões, as eleições foram um sucesso para o governo, apesar da violência da direita nas ruas. Com barricadas, explosões, ameaças e ataques a prédios públicos, a direita procurou evitar que o povo pudesse exercer seu direito ao voto.

A direita ligada ao imperialismo acertou ao calcular que perderia as eleições, e por isso tentou impedir a manifestação da vontade popular nas urnas. Depois de anos pedindo uma Constituinte, no momento em que o governo convocou essa mesma Constituinte a direita passou a acusar o governo de tentar manipular a votação. Essa é uma posição cada vez mais frequente da burguesia ligada ao imperialismo em todo o mundo. Muitas vezes os capitalistas estão sendo obrigados a contornar a vontade popular manifestada pelo voto.

Primeiro a direita tentou intimidar o povo e impedir as pessoas de votarem, além de boicotar as eleições. Depois, os próprios governos imperialistas e governos capachos do imperialismo, como o atual governo golpista do Brasil, não reconheceram o resultado das eleições. As críticas ao governo de Maduro são as mais inacreditáveis, como a acusação de que o presidente seria um ditador e que teria acabado com a democracia. A imprensa burguesa reproduziu esse posicionamento iniciando uma campanha contra Maduro.

Esse tipo de crítica vem de diversas direções. Por exemplo, no editorial do Estado de S. Paulo desta terça, “Ditadura consolidada”, o jornal golpista procura apresentar uma eleição como um ato ditatorial. Não se pode dizer que o Estado esteja sendo incoerente. No Brasil, esse jornal golpista apoiou a derrubada de um governo eleito, com 54,5 milhões de votos, e agora apoia o governo golpista e sem votos da direita entreguista. O Estado está sempre contra as urnas, mas Maduro é que seria o “ditador”.

Jean Wyllys, deputado do PSOL, também escreveu contra Maduro em seu Facebook. O deputado reproduz a campanha do imperialismo contra Maduro e diz, logo no título, que a esquerda não deveria apoiar Maduro. Jean Wyllys chama a Constituinte de “loucura”, e também chama Maduro de “ditador”.

Ou seja, governos imperialistas e golpistas, a imprensa burguesa e um deputado do PSOL, todos eles consideram o povo votar sinal de ditadura. Maduro foi eleito, mas seria um ditador. O povo apoiou Maduro nas urnas na Constituinte, mas é um ditador, segundo essa gente. Ter voto é ditadura. O “democrático” seria deixar o golpe acontecer. Tudo isso não faz o menor sentido. Maduro tem votos e tem apoio popular nas ruas, por isso ainda não caiu mesmo sob intensa pressão do imperialismo. Está sendo chamado de ditador porque resiste ao golpe da direita e não cai. Para a direita, inclusive a direita dentro do Psol, golpe é democracia, voto é ditadura. Por isso Maduro, para eles, é ditador.

artigo Anterior

Conferência dos Bancários chama a mobilizar contra a prisão de Lula e pela anulação do impeachment

Próximo artigo

Direção da ECT realiza mais uma eleição fraudulenta do Postalis

Leia mais

Deixe uma resposta