Golpistas são presos na Venezuela

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O Tribunal Supremo de Justícia (TSJ) da Venezuela anunciou nesta terça (1º) a revogação da prisão domiciliar de Leopoldo López – coordenação nacional do partido Voluntad Popular (VP) e de Antonio Ledezma, ex-prefeito de Caracas. Segundo nota do tribunal, “foi recebida, por fontes da inteligência oficial, informação dando conta de um plano de fuga” dos dois líderes oposicionistas ao governo chavista de Nicolás Maduro. “No caso de Antonio Ledezma, o tribunal de sua causa lhe havia imposto como condições [da prisão domiciliar] a obrigação de abster-se de emitir declarações junto a qualquer meio de comunicação”.

A prisão ocorre dois dias depois dos violentos ataques da oposição golpista às eleições da Assembleia Constituinte, em que o chavismo foi vencedor. No último domingo, mais de 8 milhões de venezuelanos votaram pela realização da constituinte. A oposição rapidamente se articulou com o imperialismo e angariou junto a países com governos de direita o não reconhecimento da legitimidade do pleito – dentre eles o Governo Federal brasileiro, encabeçado pelo golpista Michel Temer.

Leopoldo López estava preso por incitar a violência na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2014, que deixou 43 mortos e 878 feridos em 2014. Antonio Ledezma foi detido em 2015, acusado de apoiar grupos que pretendiam desestabilizar o país. Mais uma vez, o imperialismo acionou seus mecanismos diplomáticos: a Organização das Nações Unidas, o Brasil, o Panamá, o Chile e o Uruguai condenaram a prisão dos golpistas.

Trata-se evidentemente de uma reação de defesa da soberania venezuelana perpetrada pelo governo chavista de Maduro frente à articulação da extrema direita com setores internacionais visando a desestabilizar o país. O recurso de prender lideranças oposicionistas, porém, trilha o arriscado caminho de judicialização da política, preferido justamente pelos regimes golpistas que vêm se implantando na América Latina. No longo prazo, qualquer reação à direita que não passe pela mobilização da classe trabalhadora em defesa de seu país corre o risco de voltar-se contra o próprio povo venezuelano.

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