Ato contra corte no passe livre; cinco detidos e uma mulher ferida

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Na terça-feira(18), jovens de São Paulo, capital, realizaram um ato contra o corte no passe-livre estudantil que terminou em repressão, com cinco manifestantes detidos e uma mulher ferida.

O movimento está contra o corte no passe livre estudantil, anunciado pelo prefeito João Doria Jr. (PSDB). A medida limita o direito conquistado pelos estudantes durante a gestão Fernando Haddad (PT), após a onda de protestos de 2013. O passe garantia 8 viagens dentro de um período de 24 horas; com o corte promovido por Doria, o estudante passa a ter somente 4 viagens em dois períodos de duas horas, limitados por uma cota que vai de 10 a 48 viagens por mês, de acordo com a quantidade de aulas do curso. Ou seja, é uma limitação extrema da vida da juventude. O passe só vai servir para ser usado em um tempo limitado e apenas para ir e voltar da escola.

Tata-se de ataque ao direito do estudante de baixa renda a circular pela cidade, participar de eventos culturais e atividades políticas. Segundo o gabinete do prefeito, o corte vai retirar cerca de R$ 70 milhões de reais do beneficio. Para quê essa economia? Quem ganha com isso? A máfia do governo Doria

O ato foi convocado pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) e apoiado por outras organizações como União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Movimento Passe Livre (MPL) e o coletivo Secundaristas em Luta. Os participantes se concentraram a partir das 17 horas no Vão Livre do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP),

A manifestação seguiu pela Avenida Paulista fechando a via nos dois sentidos, os estudantes caminharam sentido 9 de Julho. Antes mesmo que a repressão se generalizasse, por volta das 21 horas, uma mulher foi agredida na cabeça por PMs; ela foi socorrida por pessoas que participam das manifestações justamente para esse tipo de acontecimentos, até a chegada do Samu. O ato foi encerrado na sede da prefeitura de São Paulo, por volta das 22 horas.

Após o ato, um grupo de estudantes se dirigiu até a estação da Sé, onde realizou outra manifestação contra a cobrança abusiva no metrô, prontamente a tropa de repressão do metrô, controlada pelo governo Alckmin (PSDB), entrou em ação reprimindo violentamente os estudantes, em sua maioria adolescentes, detendo cerca de cinco e os encaminhando à delegacia na região da Barra Funda.

A luta pelo passe livre estudantil deve ser em conjunto com a mobilização pelo Fora Doria, para tirar o playboy fascista da prefeitura da principal cidade do país.

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